[resumo] Porque você (e sua empresa) deveriam testar ChatGPT hoje

Confesso que não tinha planejado fazer este post aqui no blog. Originalmente eu fiz anotações sobre este episódio do IdeaCast no Notion.

Mas quando eu vi o link de compartilhamento “publico” do notion… imaginei que poucas pessoas se sentiriam seguras de clicar (ele tem uma carinha feia). De qualquer maneira, vou deixar o link original aqui:

https://decorous-scarf-33a.notion.site/Porque-voc-e-sua-empresa-deveriam-testar-ChatGPT-hoje-810cab5ff811462c98f01b969f591911

Bom, vamos ao que interessa.

Neste episódio do HBR IdeaCast, o professor de Wharton Ethan Mollick fala do aumento de produtividade que modelos de inteligência como ChatGPT vem proporcionando para indivíduos e profissionais.

Eu acabei anotando 8 pontos principais da entrevista:

  1. Revolução dos Modelos de Linguagem: A entrevista inicia com a discussão sobre o papel transformador dos Modelos de Linguagem, especialmente do GPT-3 e suas variantes, que podem produzir texto coerente e útil. A comparação feita atualmente é que estas inteligências podem gerar um impacto similar na economia/sociedade que a internet causou.
  2. Híbrido entre humanos e IA: O professor Ethan Mollick sugere um cenário futuro em que humanos e IA trabalharão juntos, com IA auxiliando em tarefas que envolvem a geração de texto ou outros conteúdos complexos. Ele chama isso de “modo híbrido”, onde a IA é uma extensão do usuário, auxiliando nas tarefas do dia-a-dia.
  3. Transformação no trabalho: A IA tem o potencial de mudar significativamente o trabalho, particularmente em tarefas que envolvem produção de texto. A IA pode liberar as pessoas para tarefas mais criativas e estratégicas, automatizando tarefas rotineiras e repetitivas. Mollick também sugere que esta transformação possivelmente aumentará a felicidade e/ou satisfação das pessoas.
  4. Implicações para contratações:
    • a IA tem o potencial de tornar todas as pessoas de uma célula mais produtivos. Destacando que pessoas de baixo / médio rendimento poderão atingir bons resultados ao trabalhar junto com a IA. E também destacando que talentos da sua empresa potencialmente também terão um aumento de produtividade,
    • surgimento de uma nova função: o perguntador profissional (AI whisperer em inglês ou até engenharia de prompt).
  5. Importância da Experimentação: Mollick enfatiza a importância da experimentação individual com a IA para entender o seu potencial e limitações. Ele sugere que as pessoas comecem a usar ferramentas como o ChatGPT para realizar tarefas do cotidiano: escrever emails, atas de reunião, ajudar a fazer brainstorming, propor soluções para problemas difíceis, etc.
  6. Desmistificando a IA: O professor ressalta que não há necessidade de ser um programador ou especialista em IA para utilizar ferramentas como o ChatGPT (GPT-3 / GPT-4) ou BingAI. O sistema é projetado para ser usado em linguagem natural, facilitando seu uso para todos.
    • As pessoas podem usar incorretamente no inicio e desistir de usar. O professor cita 3 exemplos de uso de caso que não aproveitam o máximo da tecnologia e frustram os novos usuários:
      • Usar como usa o google (o restaurante tal tá aberto hoje? quem ganhou a copa de 2023?)
      • Usar como Siri / Alexa (fazendo perguntas engraçadinhas)
      • Fazer perguntas específicas ou factuais (qual minha biografia, quem pisou na lua primeiro)
  7. Riscos da IA: Mollick também aborda os riscos da IA, como a propensão para criar conteúdo falso (alucinação) e questões éticas e morais. Ele também menciona a necessidade de se entender melhor o impacto a longo prazo da IA nos empregos e na sociedade.
  8. O Futuro da IA: O futuro da IA parece promissor e desafiador, com desenvolvimentos contínuos em modelos de linguagem e aplicação dessas tecnologias em várias áreas. Entretanto, Mollick aconselha as organizações a começarem a planejar e experimentar com essas tecnologias o mais cedo possível, inclusive sugerindo que a gestão fomente a adoção desta tecnologia.

Estes foram meus principais pontos de aprendizado. No final do post, tem o link do podcast completo.

Também vou deixar aqui os 14 “aprendizados” que o modelo GPT4 (ChatGPT versão paga) fez em cima da transcrição “bruta” da entrevista:

  1. O professor Maalik destaca a evolução do ChatGPT, observando que, com o tempo, o modelo se tornou mais útil, ao ponto de ser comparado a um aluno de destaque.
  2. Ele menciona estudos preliminares que indicam um aumento na produtividade entre 30 a 50% em escrita de negócios e programação, com a ajuda do ChatGPT e ferramentas similares.
  3. O professor discute a gama ampla de aplicações da IA em empresas, variando de escrever código de computador e documentos a geração de ideias para marketing e análise de indústrias.
  4. Ele sugere que empresas precisam explorar como podem se beneficiar desta tecnologia, com a criação de políticas e estratégias para sua implementação. Maalik sugere um “programa de pesquisa acelerada” para entender como o ChatGPT pode ser útil dentro de uma organização.
  5. O professor argumenta que, mesmo que o uso do ChatGPT seja individual neste momento, ele acredita que veremos mais e mais uso organizacional no futuro.
  6. Ele enfatiza que as empresas precisam estar conscientes da presença do ChatGPT, uma vez que muitos indivíduos estão usando essa ferramenta sem o conhecimento de seus empregadores para cortar a quantidade de tempo gasto em tarefas de trabalho.
  7. Maalik também menciona que há um potencial para a disrupção especializada no futuro, dando o exemplo do modelo médico do Google que oferece conselhos equivalentes a médicos para pacientes com doenças comuns.
  8. Finalmente, ele destaca a oportunidade para o trabalho híbrido, onde humanos e IA trabalham juntos para aumentar a produtividade e a qualidade do trabalho, enquanto automatizam as partes menos interessantes das tarefas.
  9. Implicações para a contratação: Mollick identifica quatro cenários possíveis no uso do GPT. Primeiro, o GPT pode aumentar a produtividade de todos, o que influenciaria na contratação de profissionais altamente talentosos capazes de operar os chatbots. Segundo, o GPT pode tornar os melhores trabalhadores ainda mais produtivos, sugerindo uma maior contratação de “estrelas”. Terceiro, pode nivelar o trabalho, fazendo com que os desempenhos ruins sejam equivalentes aos bons, pois o chatbot ajudaria a resolver problemas. Por último, pode haver um papel futuro de “engenharia de prompts” onde algumas pessoas serão muito boas em obter trabalho de AI, e mesmo que não sejam os melhores trabalhadores tradicionais, teriam muitas vezes mais produtividade.
  10. Uso do GPT no trabalho diário: Mollick sugere que os gerentes experimentem o GPT para automatizar tarefas tediosas, como escrever memorandos ou gerenciar reuniões. O professor observa que quando as pessoas têm seu momento de “aha” com a ferramenta, percebem como ela pode mudar seus trabalhos.
  11. Medos e desafios: Mollick assegura que não é necessário ser um programador ou entender completamente os modelos de linguagem de grande porte para usar o GPT. Ele recomenda que os trabalhadores descubram o quanto de seu trabalho eles podem automatizar para entender a exposição e o risco à tecnologia. No entanto, ele adverte que o GPT pode “alucinar” ou criar fatos, então é importante usá-lo em áreas bem conhecidas no início.
  12. Riscos: Mollick ressalta que o GPT pode criar informações convincentes, mas falsas, o que levanta questões de responsabilidade. Ele também questiona questões éticas, como a possibilidade de plágio e o uso de AI para criar deepfakes, além das implicações de automação no trabalho.
  13. Tecnologias futuras: Mollick antecipa o lançamento do GPT-4 e outras aplicações de processamento de linguagem natural de outras empresas. Ele também menciona a possibilidade de modelos baseados em difusão para criar imagens e vídeos, bem como interfaces de usuário descritas em poucas frases.
  14. Aconselhamento para empresas: Por fim, Mollick aconselha as empresas a não esperarem por todas as respostas para começar a experimentar com a tecnologia. Ele enfatiza a importância da experimentação e da elaboração de documentos estratégicos, sempre com ética e em conformidade com a lei.

Quanto mais você sabe, mais você sabe que não sabe tudo

A impressão que tenho é que pouco depois que começo a estudar um assunto, parece que absorvi uma camada relativamente grande do que há para aprender sobre o assunto.

E isso dá uma sensação.. “acho que domino esse assunto”.

Uma das consequências de achar que sabe demais é ser menos curioso e/ou perder oportunidades de aprender mais sobre o assunto.

Vamos dar uma olhada no Iceberg do conhecimento 👇

A parte visível do “iceberg” representa o conhecimento e informação que é facilmente acessível, enquanto a parte muito maior que se encontra abaixo da superfície representa o conhecimento que não é conhecido ou não está facilmente acessível.

Se você não sabe que a parte embaixo da água existe, você acredita que domina grande parte do assunto. Porém, a medida que você estuda mais, fala com mais gente, lê mais, se aprofunda mais, você vai baixando o nível da sua água e tomando consciência que existe muito mais.

E para te convencer que isto não é uma “piração” minha, olha só o que esse cara disse no LinkedIn:

Felix é um empreendedor serial e que aparentemente é bem sucedido profissionalmente.

E o comentário dele exemplifica exatamente o que chamei ali de iceberg do conhecimento.

Ele comenta que quanto mais ele aprende sobre design, mais ele sente que não sabe de nada.

“Não saber nada” é só uma percepção exagerada.

Mas ela reflete que a medida que você aprende mais sobre aquela área/domínio, mais você tem consciência que tem muito a aprender e se aprofundar.

Outra forma de ver isso (e com porcentagens). Imagine que você se convenceu que você precisa investir seu dinheiro. Você lê algumas matérias, alguns blogs, baixa algum app e abre uma conta em uma corretora.

Ok. Você mapeou o mercado e agora você acha que investir se resume a:

  1. Poupança: você manja ✅
  2. Renda Fixa: você sabe que existe, mas não manja
  3. Renda Variável: você sabe que existe, mas não manja

Então você sabe ⅓ (33%) do que existe para saber. Certo?

Mas aí você vai lá e estuda mais! Você descobre estas plataformas de carteira recomendada e aprende que dentro da renda fixa tem: tesouro direto, títulos pré-fixado, pós-fixados, (e por aí vai). Na renda variável você descobre as ações, os fundos imobiliarios, os ETFs, (e por aí vai).

Agora você já manja 3x mais do que no começo.. mas proporcionalmente, você entendeu que quanto mais você se aprofunda, mais amplo aquela área fica.

Então neste último cenário, você já é um investidor mais maduro. Você sabe 6x mais do que quando começou. Ainda sim, você agora sabe que você domina somente ⅕ (20%) do que tem para ser dominado :]

Faz sentido para você? Já se sentiu um impostor mesmo quando o tema era algum assunto que claramente você tinha conhecimento?


Escolhendo livros v2 | 🆙ChatGPT

Em 2021 eu escrevi meu processo para escolher novos livros para ler e agora.. ele mudou (e muito)!

Dando um passo atrás, fiquei refletindo.. qual problema eu tento resolver ao desenvolver um “método” para escolher novos livros?

E basicamente minha resposta é: não quero perder tempo lendo algo que eu não goste / aproveite a leitura (e também não quero gastar 💸 com algo que não vou ler) .

Até por isso, no meu 1º artigo sobre o tema (que você pode ler aqui), eu falo que eu sigo algumas pessoas (LinkedIn, Blogs, Instagrams, Tiktoks) que dão indicações de livros. São as indicações destas pessoas que acabam virando uma “lista de possíveis leituras”.

E por que estas pessoas indicam certos livros? Porque elas, dentro do conceito delas, gostaram daquelas leituras e por isso indicam.

Ou seja, a indicação é algo bastante pessoal. Ela envolve o seu quadro de referências.

E em 2023 eu tive acesso a uma ferramenta que me permite pedir indicações de uma maneira bastante personalizada (que na minha opinião é uma baita tendência de mercado) e com uma profundidade de conteúdo que eu não imaginei ter acesso tão cedo.

Esta ferramenta é chamada de chatGPT 👉 que é um protótipo de um chatbot com inteligência artificial desenvolvido pela empresa OpenAI.

Obs: você não precisa baixar nada, é só entrar no site, se cadastrar e ser feliz.

Quer ver na prática? Se segura na cadeira, e olha só:

Fiz uma consulta ao ChatGPT pedindo indicações de livros dado que eu tinha gostado dos seguintes conteúdos: Ultra-aprendizado, Hábitos Atômicos e o blog do Tim Urban.

O Chat me sugeriu 4 livros: Deep Work, Make Time, O poder do Hábito e Drive (Daniel Pink).

Nesta consulta, eu dei para a inteligência artificial o contexto que eu tinha gostado de 3 conteúdos e “ela” personalizou a sugestão baseada nisso 🤯 Repare os parametros que ela entendeu sobre os conteúdos que eu disse que gostado são: “desenvolvimento pessoal (#1), aprendizado eficaz (#2) e produtividade (#3)“

Calma. Vai ficar melhor.

Vou colocar a resposta dele em forma de texto para facilitar a leitura:

  1. “Deep Work” de Cal Newport
    Este livro aborda a importância do trabalho profundo (Deep Work) na era da distração e como é possível se concentrar em tarefas importantes e complexas para alcançar resultados significativos (#3). Ele apresenta estratégias e ferramentas para ajudar a eliminar distrações e aumentar a capacidade de se concentrar em tarefas importantes (#2), o que é crucial para o sucesso em muitas áreas profissionais.
  2. “Make Time” de Jake Knapp e John Zeratsky
    Este livro apresenta estratégias para aumentar a produtividade (#3) e alcançar metas pessoais (#1) e profissionais. Ele discute como as pessoas podem usar técnicas de gestão do tempo para se concentrar nas tarefas mais importantes e alcançar suas metas. Ele também oferece dicas para ajudar a evitar distrações e aumentar a eficiência.
  3. “O Poder do Hábito” de Charles Duhigg
    Este livro explora como os hábitos são formados e como podemos mudá-los para alcançar metas e objetivos. Ele apresenta as principais descobertas da pesquisa sobre hábitos e como essas descobertas podem ser aplicadas para mudar hábitos negativos e adquirir hábitos positivos. Ele oferece estratégias para ajudar a mudar hábitos e alcançar metas (#1) + (#3).
  4. “Drive: The Surprising Truth About What Motivates Us” de Daniel H. Pink
    Este livro discute as motivações humanas e como elas afetam o desempenho e a realização. Ele apresenta as principais descobertas da pesquisa sobre motivação e como essas descobertas podem ser aplicadas para melhorar o desempenho (#1) e a realização. Ele também oferece estratégias para aumentar a motivação e alcançar metas.

Ou seja, com o chatGPT você passa a ter acesso a um “consultor” especializado que “entende” muito de praticamente todos os livros (escritos antes de 2021 ⚠️ pelo menos na versão disponível hoje jan/2023). E que também aceita vários e vários parâmetros (contexto) que você dá para ele na hora de perguntar.

Esta ferramenta também complementa (ou dá a alternativa gratuita) ao Blinkist: que é um app muito bom de resumos escritos e em audio *em ingles* dos livros. Então basta pedir para o chat fazer um resumo do livro para você e ele fará :]

E se tudo isso ainda não te convenceu que essa nova tecnologia é… f!$%a. Eis minha última tentativa:


Segundo cérebro 2.0: rodando na nuvem c/ Github

O segundo cérebro só é útil se você consegue acessar ele quando precisa! Para resolver isso, vamos clonar suas notas para o GitHub, onde ficam seguras, com histórico e acessíveis de qualquer lugar. É mais simples do que parece.

O fim do tamanho único

Você já teve a sensação de ter comprado algo que não te serviu? Você provou o tamanho M, provou o G e apesar de não ter ficado 100% satisfeito com nenhum dos dois, levou o que você achou “menos pior” e depois não ficou feliz com o resultado?

Camisetas, calças, casacos, luvas, blusas, chinelos, tênis.. todos estes itens, você ainda tem um certo leque de opções para escolher: seja número, tamanho, modelagem e etc.

Agora.. e os produtos que não tem variação?

Livros por exemplo. Se você gosta (consegue ler melhor) em arial 8 ou times new roman 32, você não tem escolha. Ou melhor: não tinha.

A tecnologia permite cada vez mais que sua experiência seja customizada. E o kindle (leitor digital da Amazon), permite que você escolha a fonte e o tamanho da fonte que você usará para ler seu livro preferido.

Ou seja, se a tecnologia vem permitindo cada vez mais que produtos ‘tradicionais’ sejam consumidos de maneira personalizada, os produtos digitais vão precisar entender que “a experiência única” ou o one-size-fits-all será cada vez mais desvantajoso.

E para você não achar que eu tô pirando, deixa eu te dar 2 bons exemplos.

NETFLIX.

Não só a Netflix faz a personalização da pagina inicial para te apresentar o conteúdo com maior compatibilidade com seus gostos, mas a empresa também vem desenvolvendo a alguns anos – desde 2017 no mínimo – a personalização das imagens de capa dos filmes (chamadas de thumbnails).

Esta é mais uma maneira que difere a Netflix da competição: nós não temos UM produto e sim 100 milhões de diferentes produtos – um para cada um dos nossos assinantes, com recomendações e visualizações personalizadas.

Netflix Tecnology Blog, dez 2017

E aqui embaixo, duas capas do filme “Gênio Indomável” de 1997.

A 1ª imagem (ou da esquerda) é mostrada para usuários com histórico de assistirem mais filmes de comédia ou para usuários que gostam de filmes com Matt Damon.

Já a 2ª imagem com Robin Williams é mostrada para usuários com histórico maior de comédias.

Stranger Things é um título que a Netflix teve oportunidade de testar dezenas de diferentes thumbnails para engajar um conjunto amplo de usuários possivelmente interessados:


Tá, mas eu não sou uma mega empresa listada em bolsa. Ainda sim, é importante personalizar a jornada do meu usuário?

Na minha humilde opinião, sim. Como alguém que já trabalhou em vendas, pós-vendas, customer success, eu vejo que customização em massa é uma tendência possibilitada pela tecnologia e cada vez mais apreciada pelos clientes/usuários.

Outro exemplo bem bacana de uma empresa que usa bem a personalização é a Elevate Labs, desenvolvedora de 2 apps: balance e elevate.

O aplicativo de meditação deles, o Balance, compete em um nicho cheio de competidores de peso: Breethe, Headspace, Calm, buddhify, iBreathe, Oak, …

Então o diferencial proposto por eles é uma jornada personalizada pelo usuário de maneira guiada.

De um jeito diferente da Netflix que usa o comportamento do usuário como mecanismo de personalização, o Balance usa preferências do usuário para personalizar a jornada.

Desde quando você instala o app, você vai respondendo perguntas sobre as suas preferências: qual a duração da meditação que você quer fazer, qual motivo, a voz de quem narra.

E toda vez que você vai fazer uma nova sessão, o app te pergunta sobre a sessão anterior.

Com base na sua resposta, o conteúdo da meditação muda.

Então, se você parar para analisar, não é uma experiência absolutamente personalizada. O time da Elevate Labs foi pré-idealizando opções e com isto criou uma jornada “mais específica” para cada caso. É uma personalização massificada.

Na minha última sessão, eles disseram: “na última sessão você aprendeu duas práticas fundacionais: respiração focada e escaneamento corporal. Qual te ajudou mais?”

E eu respondi que tinha sido “escaneamento corporal”.

Além de mostrar uma estatística da resposta dos usuários, na sessão seguinte, o narrador mencionou o fato de eu ter achado o escaneamento mais útil.

Claramente, o caminho foi previamente idealizado, mas a minha sensação foi ótima: “estão usando meu feedback”.

E você, concorda comigo ou acha que a personalização é modinha?

E aproveitando que você chegou até aqui, você tem algum produto digital favorito? Que você ache a experiência incrível e que ganhou seu coração? Me conta qual é?🙏 Pode ser no direct do linkedin, insta ou até no email aqui.

Tô montando uma pastinha aqui com os melhores apps / produtos como parte de um estudo meu 🙂

Mais jornada, menos destino. Mas.. qual jornada?

Achei incrível ler no último post “Você é bem-sucedido?” as definições de sucesso de algumas pessoas.

Um print da definição de sucesso para pessoas diferentes.

Também vi o excelente post da @analizbuiar mostrando que nós temos fases e potencialmente estaremos concentrando nossa energia em diferentes focos ao longo da vida.

Print do trabalho da mentora Analiz Buiar. Mostrando uma releitura da pirâmide de maslow.
post do instagram perguntando “onde esta o foco do seu trabalho”: i. sobrevivência, ii. social, iii. interno, iv. coletivo

Se neste momento, por exemplo, você esta completamente focado no modo sobrevivência: “preciso trabalhar hoje para comprar comida e/ou pagar aluguel”, é muito provável que você não esteja conseguindo pensar em jornada vs destino.

Print do conteúdo criado pela Jessica Bortolato. A mensagem principal é: "não meça seu progresso com a ´regua de outra pessoa"

Isto reforça ainda mais a ideia de que a sua vida é única, exclusiva e que esta em constante transformação. Então se a sua própria régua vai mudar (e muito) com o tempo, qual sentido de se medir com a régua de outra pessoa?

A Jessica Bortolato, também falou sobre isso em um post recentemente:

“Seu progresso é seu e para você.”

Isto significa no mínimo 2 coisas:
1. É o seu progresso de hoje vs o seu progresso de ontem.
2. Você é o protagonista da sua jornada. É sua responsabilidade: não é da sua empresa, da sua família, do seu amigo, do seu chefe, …

Essas reflexões me ajudaram muito a entender que a minha jornada foi mudando ao longo da minha vida. Pagar boletos, ser aceito, sentir que eu podia contribuir.. e assim foi indo.

Em um determinado momento, por oportunidade, privilégio, algumas doses de idealismo, resolvi empreender. Quase 3 anos depois com projetos entregues, cursos dados, centenas de “nãos” contornados, foi hora de aceitar que não tinha dado certo.

Foi bastante difícil (em vários sentidos: emocionalmente, profissionalmente, pessoalmente) quando assimilei que a empresa que eu co-fundei não tinha dado certo. Eu “fui forçado” a mudar completamente minha jornada.

Alguns anos depois, em uma jornada diferente, eu enxergo que tenho facilidade em intra-empreender justamente por causa da experiência que tive como empreendedor. Hoje eu consigo enxergar que as minhas jornadas anteriores estão interconectadas e foram a base para a jornada atual.

⚠️ porém, eu só enxerguei esta interconexão depois. Ou seja, eu não posso dizer que tive fiz tudo que fiz de maneira planejada ou premeditada.

Mas então o que me guiou até aqui?

Em parte, foi a frase que minha mãe sempre repetiu exaustivamente para mim: “Se for fazer algo, dê o seu melhor.”

Em parte, foi o esforço que eu fiz para me manter em movimento e não cair da “Bicicleta da Vida”, como eu falei neste outro post 👇

Em parte, com certeza, foi sorte. Acho que tive muita sorte de encontrar ótimas pessoas em várias jornadas que tive. Bons amigos, bons mestres e mentores, entre outros. Sorte também de estar no lugar certo, na hora certa, no momento certo.

E sem tirar o mérito da sorte, acho que sempre tive sede de aprender. E acredito muito que isso me deu mais oportunidades de ter sorte. Inclusive, a Marcele fundadora da Academia de Si, me indicou um livro ótimo sobre o assunto:

Capa do livro Lifelong Learners do Corado Schlochauer.

Lifelong learners – o poder do aprendizado contínuo

E acaba sendo um assunto mais profundo que merece um palco próprio.

Mas, se eu tivesse que resumir o livro em uma frase seria: O aprendizado esta em todos os lugares, basta ter um olhar mais consciente e intencional para potencializá-lo e colher os vários benefícios dele.

Por fim, posso dizer que sigo navegando a minha jornada. Buscando aprender, ensinar, impactar, sonhar e realizar. Com certeza errando bastante, mas conscientemente tentando acertar e corrigir a rota para evitar pisar muitas vezes no mesmo buraco.

E sobre o foco atual do meu trabalho, eu acredito que esteja pendulando entre a auto-realização & coletivo.

E o que você já sabe da sua busca?


Você é bem-sucedido?

Uma das perguntas que eu mais fiz em entrevistas nos últimos anos foi: “O que é sucesso para você?”

A pergunta é super curtinha, mas o raciocínio e autoconhecimento que ela exige para ser respondida de maneira satisfatória é bastante extenso.

É evidente que não existe resposta certa, nem pronta. Na minha opinião, a definição de sucesso é tão particular quanto a busca por propósito.

Eu imagino que existam muitas pessoas que definam sucesso como algo que não envolve a carreira profissional. E acredito que isto seja perfeitamente normal. Entretanto, para grande parte das pessoas, o tempo dedicado a carreira / trabalho é de 20%. Ou seja, 1 em cada 5 horas de vida, você provavelmente estará trabalhando.

Nesta última semana eu tive a grata surpresa de conhecer um blog muito bom chamado Wait But Why. Encontrei este blog inesperadamente enquanto eu lia um relatório sobre Cripto ativos de mais de 160 paginas (e o link para o blog estava na penúltima página). Em um dos excelentes artigos do blog, encontrei uma imagem com a quebra (em horas) da vida de uma pessoa média com expectativa de vida de 86 anos.

Para facilitar a sua vida, eu traduzi o gráfico de pizza e adicionei a minha incrível habilidade artística:

Imagem traduzida do blog waitbutwhy.com | Tim Urban | 2018

Esta imagem evidencia certas coisas que talvez você não tenha assimilado até agora:

  1. Você passará um pouco menos da metade da sua vida “Cuidando do Básico Humano”
    • comendo, dormindo, exercitando seu corpo e por aí vai
  2. Seu tempo livre tem uma relação de dependência direta com seu tempo de carreira. Ou seja, você terá aproximadamente 100k horas de tempo ‘livre’ se você tiver uma carreira de 150k horas.
    • Sei que não é muito comum ver estes números em horas, mas podemos dizer que 100k horas de trabalho significam mais ou menos 60 anos de carreira (pensando em uma carga semanal de 50h de trabalho).
    • obs: então vale dizer que 150k de trabalho é realmente uma carreira intensa e/ou bastante longeva
  3. Algum outro aprendizado? Conta pra mim.

Tudo isso ☝️ para racionalizar que, para maior parte das pessoas, a carreira profissional tem um impacto direto na maior parte das definições de sucesso.

A outra constante na maior parte das definições de sucesso que eu já escutei, inclusive na minha, é o envolvimento de mais pessoas.

Inclusive, assisti neste final de semana, o 9º episódio (e último) da sensacional série “Man in the Arena” disponível no Star+ (da Disney) sobre o Tom Brady. Neste episódio o Brady, que é considerado o melhor jogador (QB) de todos os tempos do futebol americano, dá pistas do que ele considera sucesso:

Tom Brady dizendo que as pessoas que estiveram com ele ao longo da sua trajetória são os componentes mais importantes da sua carreira de sucesso.

Outra dica importante para desmistificar qual ou quais definições de sucesso fazem sentido para você é fazer uma lista das pessoas que você admira e em que você considera elas bem sucedidas.

Quem você admira e por que pode te dar ótimas pistas do que você valoriza, o que te inspira e de onde você quer chegar.

Escrevi isso no LinkedIn ano passado. Acredito tanto nisso, que um dos meus objetivos de 2021 foi mapear pessoas que me inspiram. E para mim, a admiração era/é direcionada a uma ou algumas áreas específicas da trajetória, conquistas ou mindset de alguém. Minha lista de 2021 contava com aproximadamente 15 pessoas, entre pessoas da família, amigos e pessoas publicas.

7 pessoas que eu admiro em um determinado campo / nicho

Então no final do dia, quem tem (ou pode ter) sucesso? Qualquer um.

É claro que somos seres sociais, e portanto, o ambiente / sociedade próxima também impacta a construção da régua de sucesso de cada um.

Ainda sim, ter consciência sobre o que você considera sucesso é fundamental para 2 coisas:
#1 saber onde você quer chegar e criar o passo a passo até lá
#2 poder mudar/ajustar a sua régua para considerar elementos que você quer e abandonar elementos que talvez só estejam na sua régua por alguma influência que até então você não tinha consciência

E o bônus de tudo isso é assumir o controle de própria vida e ser feliz.


Se você quiser ler outros posts, vou deixar algumas sugestões para você:

Eu quero, mas não consigo

Você já disse para si mesmo algumas destas frases?

  1. Este ano eu vou ler mais.
  2. Eu quero cuidar mais da minha saúde.
  3. Quero começar a meditar.
  4. Este ano vou aprender uma 2ª língua.
  5. Vou aprender xadrez.
  6. Quero me conectar mais com a natureza.
  7. …

Mas aí chegou a segunda-feira, a rotina, as responsabilidades. E aquele frase ficou para amanhã, que ficou para semana que vem, que ficou para o mês que vem. Ou até, o pior de todos: “ah, quando eu terminar coisa x eu terei mais tempo, aí eu me comprometo com isso.”

Eu já repeti tanto o ciclo aqui de cima ☝️, que é até estranho escrever sobre isso. Inclusive, procrastinação é um tema que trato na terapia há bastante tempo (mas isso fica para outro post, foco aqui!).

O que eu descobri ao longo da minha jornada é que.. na grande maioria das vezes não vai existir aquele momento que você “tem mais tempo”. Ou seja, ou vai ser importante suficiente para se encaixar na minha vida/rotina ou vou ter que aceitar a verdade inconveniente de que.. não é realmente importante no momento.

Diagrama mostrando que existe um conjunto enorme das coisas que eu acho que eu quero. E um subconjunto substancialmente menor das coisas que eu realmente quero e fazem sentido na minha vida.
Importante reflexão: o conjunto das coisas que eu realmente quero e considero importante é muito menor.

Este exercício de autoconhecimento para entender o porquê eu quero algo é fundamental para poder negociar comigo mesmo, a importância disso frente as outras coisas.

Tá, até aqui.. é estranhamente simples: “preciso ter uma lista das coisas / objetivos que eu realmente quero perseguir e ter a clareza do porquê eu quero cada coisa.”
⚠️ o conceito é simples, executar é difícil. Mas o segredo é prática.

Ok, lista feita. Racionais de cada objetivo aparentemente claros ou com aquela sensação “não tá perfeito, mas é o melhor que eu consegui agora”. Ainda sim as vezes eu batia na trave e sentia que apesar de querer.. eu não conseguia.

Usando o exemplo de “este ano eu quero ler mais”. Como eu vou saber se eu conquistei o objetivo? O que eu mais recomendo é definir uma meta.

Por exemplo, quero ler 1 livro este ano ou 6 ou 12 ou 24 ou 48. Depende muito da definição do que vai ser sucesso para você.

Objetivo definido: ✅
Meta definida:✅

Agora é hora de quebrar a “grande meta” em pequenos passos. Afinal, você não lê 20 livros no ano se você não ler a 1ª linha do 1º livro. E geralmente, ler a 1ª linha do 1º livro você consegue fazer HOJE e não precisa deixar para “quando tiver tempo”.

💡 Acredito que muita gente conhece o livro “Poder do Hábito“, mas acho que para me ajudar a perseguir objetivos grandes, um dos livros que mais me ajudou foi o Hábitos Atômicos. James Clear (autor do livro) me ajudou a enxergar os micro passos que existem dentro dos hábitos e poderoso efeito cascata que existe em mapear e persegui-los.

Vou repetir aqui uma imagem que eu já usei em outro post no passado para fazer uma analogia:

Imagine que “UM ANO” seja seu objetivo grande. Olha a quantidade de Xzinhos que você precisa fazer para atingir este objetivo. É assustador, só de olhar da vontade de desistir, procrastinar ou sentir que não tem tempo.

Por outro lado, se o Xzinho do “UM DIA” for ler um paragrafo do primeiro livro, dá para fazer agora. Não parece assustador, é factível.

Objetivo definido: ✅
Meta definida:✅
Micro passos mapeados:✅

E por último, talvez um dos mais importantes passos para mim. E é algo que eu aprendi assistindo um TED bem antigo sobre educação.

Sir Ken Robinson: TED Talk “Como escapar do vale da morte da educação.”

Este TED é absolutamente fantástico (eu recomendo muito). E emprestando um pedacinho do que o Ken Robinson diz:

“O papel verdadeiro da liderança é controlar o clima, criando um clima de possibilidade.“

Acredito muito que a chave para atingir um objetivo, que eu realmente quero, é criar as condições mais ‘ideais’ para que eu possa atingir o objetivo. E voltando para o exemplo de ler mais:

Se ao sentar no sofa de casa, eu tô exposto ao controle remoto da tv, ao celular e a várias outras distrações.. qual a chance de eu usar esse tempo para ler? Baixa. A não ser que você já tenha uma enorme força de vontade para contrariar o “instinto de fazer o mais fácil”.

Então criar a condição ideal para que os micro passos da leitura sejam perseguidos é deixar os livros que eu quero ler sempre a mostra e de fácil acesso: seja na mesa de cabeceira, seja no banheiro, no sofa, no banco do carro ou na mala do trabalho.

Assim, fica mais difícil do seu cérebro ativar o piloto automático e deixar você a deriva vendo tv ou cansando o polegar de tanto insta, tiktok, fb ou qualquer outra coisa que você não esteja fazendo intencionalmente.

Objetivo definido: ✅
Meta definida:✅
Micro passos mapeados:✅
Hackear seu ambiente:✅

E apesar de eu ter construído o exemplo em cima da leitura, você pode repetir isso para praticamente qualquer objetivo.

Se você tiver que cozinhar saudável todo dia, qual a chance do “piloto automático” fazer você querer pedir um ifood, fazer um miojo ou qualquer outra coisa que conscientemente você não gostaria?


Tem alguns outros posts para você conferir:

Sem limões não tem limonada

Nos últimos 2 anos eu acompanhei muito pouco o futebol. Acho que a falta de torcida nos estádios e a própria pandemia foram fatores para isto acontecer.

No vazio deixado pelo futebol, eu conheci, por acaso, o canal de um dos streamers mais bem sucedidos do mundo. Para a minha surpresa: de um brasileiro. Ele transmite várias coisas em suas lives, mas eu conheci seu trabalho em uma transmissão da partida competitiva de um time brasileiro de um esporte eletrônico (CSGO).

Depois de umas 4 – 5 partidas assistidas, comecei a entender um pouco o “dialeto” e expressões, mas eu não podia dizer que admirava o Gaules.

Até que eu assisti este “trailer” que ele passou durante uma transmissão:

Desde o dia que eu vi este trailer, eu passei a assistir as lives do Gau não só pela(s) partidas, mas também por valorizar a volta por cima que ele tinha dado.

Se não bastasse isso, tive a felicidade de escutar o podcast “PrimoCast 152: Como se tornar o maior do mundo (Gaules)” enquanto dirigia. Além de arrepiado e emocionado com a história, acho que posso dizer que virei um fã do Gaules.

Eu sei que o podcast é longo (+-2h), mas a historia de vida dele é impressionante, a força de vontade é impressionante, as conexões que ele faz também é. E se eu tivesse que destacar algo de tudo que eu assisti / ouvi é a postura que o Gau aprendeu a ter diante de um obstáculo.

Parece que o Gaules aprendeu a ver os obstáculos como uma solução ou até como o caminho a ser seguido. Como se o sucesso que ele tem hoje fosse proveniente da atitude que ele teve diante de tanta dificuldade e rasteiras da vida. Esta é inclusive a inspiração para o título deste post: você só pode fazer uma limonada se enxergar os limões que a vida te dá, pegá-los, cortá-los, espreme-los…

Esta ideia que o “O Obstáculo é o caminho” não é algo exclusivo do Gau. O obstáculo é o caminho é o título de um livro sobre estoicismo escrito por Ryan Holiday. Autor que eu também encontrei durante a pandemia e que hoje esta na minha lista de “pessoas que valem a pena serem seguidas”.

📚📖 Ryan Holiday fez um resumo do próprio livro em seu canal no YouTube. Que demonstra que ele também é uma pessoa um tanto quanto não convencional e motivado por um propósito maior, assim como o Gaules.

Acho que este podcast é meio atemporal, mas dado que estou escrevendo nas últimas semanas do ano, o peso da recomendação é ainda mais forte. 👇

A Bicicleta da Vida

Nas últimas semanas (na grande maioria das vezes) acordei entre 5 e 6h30 por causa do chorinho de um cachorro filhote. Por algumas vezes, sem nem ter acordado direito sai da cama quente e fui abrir a porta do quintal e/ou dar ração ao pequeno Nash.

Além de acordar cedo, ter um cachorro (ainda mais filhote) te impõem uma série de coisas como: varrer / aspirar a casa mais vezes por causa dos pelos, secar xixi, passar produto para não ficar cheiro, catar o cocô, separar tempo para brincar com ele e muito mais coisas que você não faria (só por você, obviamente).

E qual a relação disso com a vida?

Para mim: vontade vs procrastinação. Ter algo ou alguém que exige sua dedicação, remove em grande parte o espaço para “deixar para depois” e nunca fazer. Tipo isso 👇

Nash dando um cochilo bem capotado

E parando para refletir um pouco sobre a vida, os compromissos “inegociáveis” me colocaram em movimento e este movimento me fez sentir melhor e consequentemente crescer (mesmo que forçadamente).

Estes compromissos foram (e continuam sendo) diversos, como:

  1. Escola
    • Inclusive, a melhor definição que eu li sobre esta fase é: “a infância é como um rio e a maior parte de nós segue como girinos descendo o curso da água em um grande grupo”. Obs: esta excelente definição esta até graficamente desenhada neste artigo do WaitButWhy.
  2. Faculdade
  3. Trabalho
  4. Casamento
  5. E a lista continua…

Uma constante na minha lista é a presença de outras pessoas (e agora do Nash também). Algumas vezes meu auto-sabotador me vence (e me leva a procrastinação) quando preciso fazer algo que só depende de mim e com majoritariamente benefício meu.

A situação muda muito de figura quando alguém tem uma expectativa em relação a algo que eu preciso fazer. Funciona muito bem no trabalho, na terapia e também na academia (afinal eu treino com a minha esposa e com personal).

A relação que eu faço disso tudo com andar de bicicleta é:

Você só fica equilibrado se a bicicleta estiver em movimento.

É como se para continuar evoluindo eu precisasse estar em movimento, ou seja, tendo um (ou vários) compromissos.

Ao ter um ritmo, uma rotina – com estes compromissos – é como se eu criasse a condição ideal para ser mais produtivo com as coisas fora da rotina.

Talvez você esteja coçando a cabeça e pensando que isso é meio contra-intuitivo. E realmente é. Talvez a conexão do porque isto funciona é que a medida que você vai realizando coisas, isto alimenta sua cabeça a buscar mais coisas para realizar, afinal, isto trás um sentimento bom.

E olha só o bilhete da sorte que tirei ontem (inevitável não relacionar com o post do trabalho bem feito):

Aqui tem uma cilada importante que eu busco evitar:
“Diante dos vários caminhos que eu posso seguir, será que eu estou seguindo o melhor caminho?”

A reflexão é válida, mas o medo da incerteza não deve me manter paralisado ou enraizado em um local tentando “achar” o melhor hobby, o melhor emprego, o melhor livro, o melhor momento.

Ao escrever isto, eu fiquei muito curioso. Será que só eu sinto e/ou penso assim? Sigo pedalando e descobrindo um pouco mais de mim a cada dia, semana, …

[atualizaçãozinha 2023] A Cris Junqueira, fundadora do Nubank fez uma reflexão muito legal e alinhada com o que eu tentei escrever neste post e no post do “Qual jornada“.

É em no final desse episódio do Primocast, a marcação exata 1:07:46

Alguns dos meus outros textos 👇

Escolhendo livros

Faz algum tempo já que não tenho lido livros de história. A maior parte das minhas leituras tem sido de livros de negócios, autoconhecimento, comportamento, liderança e eventualmente até biografias.

É engraçado porque aqui em casa, minha esposa e eu somos opostos neste sentido. O trabalho dela é basicamente ler e escrever (e naquela linguagem jurídica nada acessível). Então nos últimos anos ela tem lido (e muito) livros de histórias.

Portanto o processo que eu uso para escolher as próximas leituras é mais voltada para livros que eu mencionei ali 😉

Acho que este meu processo acaba se dividindo entre formar uma lista de interesse1 e confirmar se realmente é um livro que quero ler2 – para só então adicionar o livro no carrinho (acho que 99% dos meus livros eu comprei na amazon, acho a melhor experiência e custo/benefício).

1. 📚 encontrando livros interessantes

A formação da lista vem principalmente das pessoas que eu sigo. Acredito muito que as pessoas a sua volta – e isto inclui as pessoas que você segue – influenciam muito quem você é hoje e poderá ser amanhã.

Uma das minhas redes sociais preferidas é o LinkedIn e olha só o exemplo de posts que chamam a atenção e eventualmente podem colocar o livro na listinha de interesses:

Geralmente são posts de recomendação, mas também vejo com frequência publicações de autores (por segui-los), como por exemplo Simon Sinek, Angela Duckworth e Ryan Holiday

Também acompanho algumas pessoas que tem o hábito de sugerir livros que gostaram, como o Bill Gates que tem uma sessão em seu blog pessoal com sugestões de leituras.

A lista do Gates é muito interessante porque são livros de temas bastante diversos.

Isto super ajuda a não ficar “restrito” a um só tipo de segmento / tipo.

Eventualmente também aparecem boas sugestões em podcasts / vídeos do youtube. Estas nomeações também acabam entrando em uma lista prévia.
– HBR Idea Cast: já me rendeu boas indicações de livros (liderança, comportamento)
– Primocast, Stockpickers: bons conteúdos e boas sugestões de autores e livros (mais voltado para investimentos e negócios)

Bom, com toda uma rede de captação de sugestões, como definir se eu realmente quero ler aquele livro?


2. Quero ler?

Nesta parte, não é muito uma questão de “valer a pena” para mim, afinal eu acredito que dá para extrair insights de praticamente todo livro. Vejo muito mais como uma questão de tempo/priorização:

Será que este livro tem a linguagem, profundidade, estilo que realmente vai me fazer investir tempo e dinheiro? Inclusive já ouvi gente dizendo que tem mais para ser lido do que tempo para ler: ou seja, é uma questão de priorização.

Um ‘filtro’ que eu uso com frequência para decidir se vou ler ou não um livro é um serviço/app chamado Blinkist.

Eles fazem ‘blinks’ sobre os livros contando um pouco dos highlights de cada livro. Isto acaba sendo um bom crivo para decidir se vou ou não priorizar aquele livro.

O blinkist é em inglês e não é tão barato.. e recentemente ganhei de benefício do cartão de crédito ELO a assinatura do irmão brasileiro do blinkist: o 12minutos

Ainda não tenho uso suficiente para dizer, mas até agora eu achei o conteúdo feito pelo blinkist bastante superior e com mais títulos disponíveis, mas não deixa de ser uma alternativa.

Além disso, gosto de ver as recomendações das pessoas sobre os livros. Vejo isso tanto na própria Amazon quanto no goodreads.

Nem todos os livros da lista de interesse passam por todo este processo, mas principalmente os livros que eu não tenho tanta certeza se quero ler passam sim por uma validaçãozinha extra.

E para você que chegou até aqui e quiser saber quais leituras eu recomendo muito, tem uma parte especial aqui no blog dedicada a isso:
leodabague.com/recomendacoes/