Plantar uma árvore, ter filhos e escrever um livro

Escrever este post é um misto de alegria, gratidão e acima de tudo, de muito orgulho.

Não existem receitas para coisas amplas e complexas como a plenitude, a felicidade ou até mesmo para a vida.

Ainda sim, existe um ditado popular que sugere que se você plantar uma arvore, ser mãe/pai e escrever um livro, você provavelmente teve vivências, experiências e sentimentos que fizeram muita diferença na sua vida.

Eu ainda não cheguei lá. Sigo plantando árvores, cuidando de um cachorro bagunceiro e dividindo a minha jornada com meu amor.

Mas o meu maior mentor acaba de completar esta tríade! E eu posso dizer que eu sou uma das pessoas que ajudou ele a completa-la, afinal.. sou filho dele! 🥰

Sempre soube que meu pai gostava de escrever. Inclusive, minha mãe guarda até hoje uma carta que meu pai escreveu para meu avô. Carta esta que tocou o coração da minha mãe com a demonstração profunda de sentimento.

E foi no final da década de 90 que meu pai passou a dizer que estava escrevendo um livro. De história em história, de conto em conto, fui entendendo que este primeiro livro era sobre o “Despertar da Consciência”. O livro era complexo, exigia bastante do leitor e meu pai acabou não publicando.

Os anos se passaram e as ideias continuaram fervilhando na cabeça dele, então ele passou a usar todo conhecimento aplicado no 1º livro para fazer um novo livro: mais prático, mais lúdico, mais pautado na vivência e dia-a-dia de personagens bastante característicos de sua vida. E assim nasceu seu 2º livro: leve, atual e com uma profundidade que se ajusta a cada tipo de leitor.

📖 O livro se chama Jornada dos Vencedores e esta disponível na Amazon – somente na versão digital.

Esta versão é em português, mas em breve será publicado também uma versão em inglês.

O orgulho desta obra é enorme. Não só pelo fato do livro ter sido escrito pelo meu pai, mas também porque algumas ilustrações do livro foram feitas pela minha irmã: como a capa e a árvore que sumariza o livro 👇


👈 Este post no insta também é parte da iniciativa de contar um pouco mais alguns dos vários aprendizados do livro e instigar atuais e novos leitores a se interessarem por este conteúdo de autoconhecimento, liderança e também de vida.

Enfim, muito obrigado Pai.
Você é meu orgulho, minha inspiração e meu professor. Parabéns pela conquista, te amo muito!

Perguntas que fazem a diferença

Este é um conteúdo que eu gostaria de ter feito em forma de vídeo ao invés de post no blog, porém eu sinto que eu ia procrastinar um tanto mais porque ainda não estou com o escritório montado em casa (e eu ainda tenho vergonha de gravar em público).

Ainda sim, vou me esforçar bastante para que a minha escrita se aproxime de alguma forma do que eu gostaria de dizer sobre o assunto.

Eu já me considerava alguém que refletia com frequência, mas depois de me interessar por estoicismo, acho que esta reflexão ganhou um pouco mais de profundidade e consistência.

Eu vou prestar atenção constantemente em mim, inclusive vou colocar cada dia sob analise.

seneca, Filósofo Romano

Na minha cabeça não é difícil concordar que reflexão faz bem e que é interessante fazer com frequência e consistência. E na prática, como exercitar isso?

Com algumas boas perguntas para se fazer com frequência:

  1. Se eu não precisasse de dinheiro (para viver), o que eu estaria fazendo?
    • Esta é uma das perguntas que eu mais me faço e também faço para outras pessoas.
    • Para mim não é uma questão de “não trabalhar” ou passar a vida viajando. É algo mais.. profundo. Tipo o conceito ikigai. Enfim, sei que isto dá pano para manga para um post inteiro.
  2. O que é um dia ideal para mim?
    • O que acontece em um dia perfeito para mim? Quem eu encontro? O que acontece? Que horas eu acordo? Por que é me deixa feliz e realizado?
    • Baseado no que você vai descobrindo ao ‘montar’ um dia ideal, eu acabo tendo noção se o que eu faço hoje me leva mais próximo disso ou não.
    • E além disso, escutei um Shortcast no Blinkist chamado ‘Beyond The ToDo List’. Naquele episódio o entrevistador fala com a autora Brooke McAlary e ela sugere que você consegue inserir coisas que você faria em um dia ideal no seu dia-a-dia comum. Infelizmente o shortcast não esta disponível de maneira gratuita, mas encontrei a versão podcast 🎧 Episódio completo (em inglês)
  3. Com quem eu passo tempo?
    • Eu admiro as que eu convivo? Por quê?
    • Tem gente que eu convivo que vai para o lado contrário do que eu busco?
    • Para ajudar a responder as últimas duas perguntas, eu comecei pensando nas pessoas ‘bem sucedidas’ que eu conhecia e isto me deu ainda mais pistas do que eu valorizava e porque.
  4. Isto esta sob o meu controle?
    • Este é um dos fundamentos do estoicismo: se preocupar/agir sobre o que você de fato controla e deixar o que você não controla de lado.
    • A pergunta é sempre um lembrete da tarefa simples porém difícil de perceber se a situação depende ou não de você.
    • Ou seja, não adianta eu ficar bravo porque esta chovendo. Isto eu não controlo. O que eu posso fazer para contornar a situação ou transforma-la a meu favor? Não adianta ficar encarando a chuva.
  5. Isto realmente importa?
    • Quantas vezes eu me preocupei, gastei tempo, esforço e dinheiro com situações e/ou coisas que não importam de fato.
    • Inclusive opiniões, discussões, preocupações e mais uma enormidade de coisas na lista.
    • Além disso, saber o que realmente importa me ajuda a focar no que importa e me sentir mais próximo dos objetivos com isso.

Se você somar a pergunta 4 & 5, você chega neste diagrama ‘famoso’ na internet:

Dois circulos simbolizando 2 conjuntos de coisas. Elas tem uma intersercção entre elas marcada com um "alvo".

Um circulo simboliza o conjunto de coisas que a gente controla e o outro simboliza o conjunto das coisas que importam para você.

É neste encontro do que você controla e importa para você, que devemos focar nos esforços.

Uma imagem da muralha da China no outono com uma pergunta escrita sobre a imagem: "Qual significado da vida?"

QUAL SIGNIFICADO DA VIDA?

💭 Esta é uma pergunta comum e ampla. E um famoso sobrevivente do holocausto deixou um pensamento muito importante e que combina com as perguntas que mencionei acima:

As pessoas se perguntam qual seria o sentido da vida, quando na verdade é a vida que nos pergunta qual sentido que nossas ações/decisões trarão para a vida.

Viktor frankl

A primeira vez que li/escutei isso.. fiquei pensando por uns minutos. Se você também sentiu o mesmo impacto, deixo essa trilha sonora para te acompanhar 👇

O poder do Journaling

Journaling pode ser definido(a) como a prática de escrever / documentar seu dia-a-dia, escrever sobre suas emoções e sentimentos. Você provavelmente conhecia o termo como “escrever um diário” e provavelmente tem um preconceito com este termo. Então antes de clicar no ❌e sai correndo, olha só:

Você aumenta a probabilidade de atingir seus objetivos/sonhos em 42% ao escrever sobre eles diariamente.

Prof. Gail Matthews da Dominican University of California

Eu sei, 42% não é 100%. Ainda sim, eu uso journaling para várias coisas. Então mesmo que se eu melhorasse só 10% minha chance de atingir meus objetivos já valeria o esforço de deixar as coisas organizadinhas no papel / excel / app de anotações.

Eu prefiro papel e caneta para anotar e também por poder rabiscar. Então geralmente gosto de usar cadernos grandes (tipo 25×25 usado por desenhistas ou espaçoso). E vou anotando tudo nele, tipo assim:

Entretanto, eu me mudei recentemente e estou trabalhando em uma mesinha improvisada e sem muito espaço. Então além do caderno, eu também uso um Google Spreadsheet (que é um excel online) para anotar as coisas no celular / computador a qualquer hora e lugar.

Bom, independente da forma, meu journaling tem praticamente 5 elementos:

  1. Objetivos | era anual, agora reviso semestralmente
    Aqui basicamente eu tento responder a seguinte pergunta: “o que eu preciso ter feito / conquistado para me sentir mais realizado ao final daquele ano?”
    Então tem minha lista de 📚 livros para o ano, tem objetivos pequenos, objetivos grandes, tem um pouco de tudo. Este tá sendo meu 4º ano em sequência anotando todos os objetivos.
  2. Agradecimentos | semanal
    Eu preciso confessar: eu achava que o exercício da gratidão era bobagem. Até me incomodava quando eu escutava alguém falando gratidão muitas vezes. E acho que fazer terapia me ajudou muito a externalizar mais este (e outros) sentimentos.

    Hoje eu acho que sou mais conscientemente agradecido pelas coisas e também percebo que dou mais valor para coisas que nem reparava antes.
  3. Fechamento do dia
    Descobri este “método” por acaso enquanto navegava pelo site do Etsy (o Elo7 americano). Você cria uma escala para melhor definir como foi aquele dia para você. No meu caso, a escala é: excelente, bom, neutro, nervoso e triste/doente.

    Comecei fazendo 1 semana, depois 30 dias e agora já passei mais de ⅓ do ano fazendo isso. E depois de alguns dias, além de refletir e determinar um sentimento, eu passei também da anotar os highlights de cada dia: fossem eles bons ou ruins.

    Também escrevi um pouco mais sobre isso em um post anterior:
    Refletir mais = ser melhor
  4. Captura das tarefas / pendências
    Sempre achei prático fazer uma lista de tarefas do que eu precisava fazer.
    E ao encontrar o blog da Thais Godinho e ler o A Arte de Fazer Acontecer tudo ficou ainda mais claro.

    Eu não consigo executar algo bem se estou pensando nas mil coisas que eu tenho que fazer e não posso esquecer. Então eu passei a usar as listas como uma forma de “livrar” minha cabeça para se concentrar naquela atividade que estou realizando naquele momento.

    Obs: tem um problema aqui que eu não consegui resolver ainda. Tem alguns períodos que eu termino um dia com mais tarefas para fazer do que quando comecei. No livro, David Allen sugere que você reserve um tempo para fazer um processamento das tarefas e decidir se você vai descartar, delegar, programar ou executar as tarefas, mas tem alguns momentos que acho isso bem difícil.
  5. Mapas mentais
    Eu sempre fiz meus rabiscos para me ajudar a entender coisas complexas ou deixar alguns conceitos mais claros ou só por rabiscar sem pensar mesmo. Mais tarde descobri que alguns esquemas visuais que eu fazia são chamados de mapas mentais.

    No meu caso, eu consigo lembrar depois dos mapas mentais que eu faço. Principalmente das cores diferentes de cada informação.

Este vem sendo meu ‘método’. Inspirado em várias coisas, mas sem necessariamente seguir uma receita de bolo de alguém. O mais importante foi chegar em uma lógica que eu pudesse seguir diariamente e que me ajudasse a ser melhor (mais feliz, mais realizado, menos ansioso e com mais certeza que estava perseguindo meus objetivos).


O habito de escrever sobre meus objetivos, conquistas, tarefas para serem feitas tem me ajudado muito a ser alguém que realiza mais, reflete mais e também me ajuda a reduzir stress e ansiedade.

Bagunça e procrastinação

Voltei! Foram 49 dias sem aparecer por aqui.

Inicialmente por algo bem positivo e bacana, mas depois eu procrastinei sem entender o porquê. Agora eu acho que entendi e vim escrever sobre.

No inicio de Julho eu tirei uma semaninha de férias para me mudar. Então posso dizer que por mais ou menos uns 10-15d minha ausência foi super bem embasada porque eu estava encaixotando as coisas e transportando pelos 14km que existem entre o antigo e o novo endereço.

Além de transportar, tem toda a novela de instalar internet, transferir os cadastros de energia, água, conta do celular, do banco.. construir um armário provisório e várias outras coisas que me deixaram super imerso e ocupado durante alguns dias.

Mesmo com toda mudança feita e as coisas se ajeitando, parece que em Julho eu não consegui encontrar “espaço” para escrever. E na última sessão de terapia, tropecei neste assunto e fiquei com a lição de casa: “Por que estou procrastinando para escrever? Ainda mais sabendo que escrever aqui é algo que me ajuda e que gosto de fazer?”

Coincidentemente, na sexta-feira (à noite) minha esposa quis reorganizar nossas estações de trabalho improvisadas na sala de jantar. Movemos várias caixas, malas e coisas que estavam na sala para um ‘quartinho da bagunça provisório’ e deixamos nossa sala ‘clean’. Sem nada por cima, tudo guardado e organizado.

Ao acordar sábado de manhã parecia que minha vontade de escrever tinha sido restaurada, mesmo com um monte de coisas para fazer e resolver. Tirar toda bagunça da sala (e provisoriamente de onde estou trabalhando) foi como tirar o pé de cima da mangueira d’agua de criatividade e produtividade.

E apesar de não ter tido tempo de escrever nada no sábado, hoje acordei com a cabeça pulsando de ideias e pensamentos. Enquanto eu lavava a louça do almoço, escutei o episódio do PrimoCast com Clóvis de Barros Filho e acabei sentando para escrever novamente depois deste hiato 😁

Apesar de ainda estar no meio do processo de deixar o novo lar arrumado, descobri (acidentalmente) quão importante é para mim ter um lugar harmônico para poder sentar e produzir. Como se isso fosse importante para que meus pensamentos pudessem ficar organizados e mais claros.

Este post é super importante para mim, porque eu comecei a escrever algumas semanas atrás sobre a importância e o impacto que o journaling trouxe para mim.

Inclusive, eu mantive meu hábito de registrar diariamente como eu avaliei sobre cada dia e quais foram os pontos altos/baixos de cada dia, mas ainda sim, em nenhum momento eu detectei que eu estava inconscientemente procrastinando por causa da bagunça/desorganização. Com estes acontecimentos, me lembrei de um discurso que um Fuzileiro Naval deu para uma turma de formandos da Universidade do Texas em 2014:

O William H. McRaven escreveu posteriormente um livro chamado “Faça Sua Cama”. Tá na minha lista de leitura 🙂

E para quem também quiser colocar este livro na lista das próximas leituras, segue o link da amazon para o “Faça sua cama”.

Para mim, mais uma prova que a jornada do autoconhecimento é algo contínuo e sem manual ou linha de chegada e cheia de ineditismo.

Dias difíceis.

Já teve algum dia, semana ou mês que foi pesado?

Ao chegar no final desse dia na sua lista de gratidão diária consta apenas:
“Agradeço por este dia ter acabado.”

Eu já. E neste período denso de pandemia, senti ainda mais necessidade de entender o que me deixou esgotado e porquê. Afinal você tem bem menos chance e liberdade de esvaziar / descarregar o peso de maneira não intencional estando ‘enjaulado’ em casa.

Bom, meu processo tem sido relativamente simples. Ao final de cada dia, eu coloco uma das 5 cores que melhor definiu aquele dia. E também coloco um comentário na célula daquele dia com um destaque do dia. Algum fato marcante do dia, alguma conversa, uma frase, uma opinião ou ideia.

Ao fazer isso por algumas semanas em sequência, eu chego em uma “mapa” parecido com este:

Foi feito no google sheets, então consigo acessar deitado na cama pelo celular 🙏

Este hábito me trouxe pelo menos 3 benefícios bem tangíveis até agora:

  1. Por no mínimo 5 minutos por dia eu reflito para montar o comentário do dia e também para prestar atenção em como eu avalio aquele dia. Me sinto mais consciente em relação as emoções que senti.
  2. Consigo perceber que as vezes o sobrepeso daquele dia / semana não vem de algo isolado, as vezes é algo só me ‘afetou’ porque eu estava imerso em uma semana predominantemente estressante.
  3. É um prato super cheio para levar para a terapia. Isto reduziu a quase zero o sentimento de não ter levado para os valiosos 45m de cada consulta algum tema / evento importante.

Bom, mesmo com este processos.. tem dias que “simplesmente” vão ser difíceis.

Ainda sim, independente do tamanho do problema, sabe quantos dias difíceis a gente consegue suportar? 👉

É isso que o post da (mega talentosa) @lizandmollie diz:

“Uma poderosa forma de construir sua confiança é lembrar de tudo que você já passou. Sair sozinho(a) do buraco requer muita força. Então particularmente em dias difíceis, lembre: Você suportou tempestades antes, você vai conseguir de novo. Tudo vai passar.“

Eu sei que no meio da tempestade é super difícil procurar por alguma perspectiva positiva para o seu dia difícil, mas se você pensar friamente, toda dificuldade te prepara para ser melhor, para amadurecer, para ser mais empático.. ter casca, resiliência ou qualquer outra coisa.

Apesar de saber racionalmente isso tudo, as vezes eu não consigo me sentir mais leve naquele momento.

Nestas horas é bom apelar para sabedoria alheia. Seja em livros, podcasts, TEDs e ou visitas presenciais. A gente deve “aproveitar” que teve gente que já viveu uma pandemia, uma demissão, uma perda, uma derrota.. e escreveu ou falou sobre isso. Tem inclusive um pensador estoico (que não me lembro agora) que fala que não aproveitar a sabedoria dos nossos antecessores é um enorme desperdício.

Para concretizar isso, vou colocar a citação de uma pessoa que foi recentemente (2021) no “America’s Got Talent” e disse o seguinte:

“Você não pode esperar até que a vida deixe de ser difícil para decidir ser feliz.”

Jane ‘Nightbirde’

Vi este vídeo pela primeira vez depois de ter passado por duas semanas cheias e recheadas desafios (cabeludos).

Em alguns momentos me senti pesado, nervoso e ansioso.

E depois de ter visto esta “audiência” da Jane na AGT, aproveitei da sabedoria da dura vivência dela, para enxergar que talvez os meus problemas naquele momento, estão bem longes de serem incontornáveis.

Re-ler meus comentários das semanas anteriores foi uma experiência diferente do que tinha sido antes de ter assistido a Jane cantar e dar seu depoimento.

Se você quiser ver, segue o original.

Quanto você precisa ter investido para poder cobrir 100% das suas despesas com rendimentos?

Sei que este é um conteúdo diferente dos meus conteúdos tradicionais, porém.. falar de dinheiro ainda é um TABU aqui no Brasil. Saber controlar seu dinheiro, falar sobre dinheiro, estar em paz com o dinheiro também é um componente importante para uma boa vida. Então, vamos lá!

Para fazer esta conta, você precisa saber um número que provavelmente você não sabe e não vai gostar de saber (pelo menos na 1ª vez).

Antes de ir para o texto, tenho alguns disclaimers bastante importantes:

  1. Este post não é uma recomendação de investimento
  2. Independente do que te falarem: renda variável sempre terá risco
  3. Os números que vou mostrar são embasados em dados do passado
  4. Você vai encontrar vários conteúdos em inglês com a sigla FIRE🔥 que falam sobre o tema.

Eu vou me concentrar apenas na parte do “FI” → independência financeira

Bom, provavelmente existem outras considerações importantes, mas qualquer coisa eu edito depois e atualizo. Vamos ao que interessa!

Para fazer esta conta, você vai precisar descobrir o quanto você gasta por ano com absolutamente tudo: aluguel, água, luz, cartão de crédito, mercado, lazer, salão de beleza, futebolzinho, spotify, netflix.. ou seja, tudo.

⚠️ um cuidado importante ⚠️

Quando eu fiz este exercício pela 1ª vez, eu peguei o gasto mensal e multipliquei por 12 para chegar na conta anual. Desta forma eu esqueci vários gastos que são ‘sazonais’, como ipt, ipva, seguros e por aí vai.

Fazendo esta conta você vai chegar em uma quantia (assustadora). Montei uma tabelinha com alguns exemplos:

Para facilitar o exemplo, vamos imaginar que você tem o custo anual calculado de 69k reais. Quanto você precisaria ter investido para cobrir todos estes custos apenas com o rendimento dos seus investimentos?

Antes mostrarei um dado da exame invest sobre o rendimento de alguns ativos nos últimos 10 anos (de 2011 a 2020):

Ou seja, vamos considerar que todo ano você vai conseguir fazer seus investimentos renderem 6%.

Para que este dinheiro investido não fosse diminuindo a medida que você for utilizando ele para cobrir seus gastos, consideraremos que vamos gastar somente 4pp dos 6% de rendimento.

Calma, se você se perdeu, jaja vem uma tabela para deixar claro.

A conta é: dinheiro investido rendendo 6% ao ano. Você retira 4pp dos 6% para cobrir suas despesas, sobrando sempre o investimento inicial + 2%.

Então como referência, veja esta tabela com custos mensais (e anuais) e qual a quantia necessária para que o seus investimentos💰 cubram seus gastos:

Se você fizer a conta: poderá ver que o investimento necessário (estimado) nada mais é do que seu custo anual multiplicado por 25x.

Isto acontece porque estamos partindo do principio que queremos cobrir esta despesa anual com 4% dos investimentos. E 4% x 25 dá 100%.

—

Sei que tem várias considerações (pensando em inflação e flutuações tipo covid, eleições etc), mas meu objetivo aqui é dar uma noção/referência para quem nunca fez a conta.

E fazer um modelo que conta com tudo já logo de inicio seria mais um inibidor do que facilitador.

Post inspirado neste conteúdo da Forbes: link

Se você de alguma forma gostou do conteúdo / achou útil, deixe seu comentário ou me mande um e-mail no contato@leodabague.com ✉️

Fracasso. Sempre presente, mas nem sempre visto da melhor maneira

Invariavelmente nós colecionamos sucessos e fracassos ao longo da vida. Neste vídeo eu conto um pouco alguns dos meus fracassos e mostro como uma mudança (motivada pela terapia) de mindset me ajudou a usar meus fracassos para obter sucesso, ser grato e várias outras coisas.

Durante o vídeo eu mostro várias coisas, mas já que você veio até o blog ver o vídeo, vou deixar as referências como bônus 😉

https://www.instagram.com/p/CJWP9-HBNGf/

Se você ainda não conhece o insta: @lizandmollie

Aproveite e vai lá conferir. As ilustrações são belíssimas e as sacadas são ótimas.

Um dos aprendizados que eu trago no vídeo é justamente que fracasso e sucesso não são opostos.

Link para esta imagem.

Esta 2ª imagem, logo abaixo, mostra exatamente como eu me senti por vários anos por ter interrompido minha formação em Engenharia Elétrica na UFPR. Foram necessários alguns anos para que eu admitisse para mim mesmo que aquele fracasso era um fardo. E foram necessárias algumas sessões de terapia para conseguir entender e re-significar aquele sentimento para que ele o aprendizado me permitisse a enxergar este (e outros fracassos) como o boneco da direita faz.

TEDs Imperdíveis: de linguagem corporal até ser feliz

TED é uma organização que promove palestras com objetivo de propagar boas ideias. O Slogan da organização é “Ideias that worth spreading” que em tradução livre significa Ideias que merecem ser compartilhadas.

1. Sua linguagem corporal pode transformar quem você é.
Amy Cuddy | TED Global 2012

É rico não só pelo conteúdo, mas também pela história pessoal que a palestrante trás para embasar a pesquisa dela.

👉 Este TED pode te ajudar a ter mais confiança para falar em publico, fazer uma apresentação, ir em uma entrevista ou qualquer outra situação que você queira se sentir mais “poderoso(a)”.

2. O Poder da Vulnerabilidade
Brené Brown | TEDxHouston 2010

Antes mesmo do famoso livro da Brene Brown (‘A Coragem de ser imperfeito’ & ‘A Coragem para liderar’), ela deu esta palestra.

👉 Difícil escolher 1 só aprendizado desta aula. Entretanto eu te dou o seguinte spoiler: todos temos vulnerabilidades e de certa maneira tentamos ‘esconde-las’ e/ou ‘anestesia-las’, fingir que não temos estas imperfeições. Ao fazer isso, você também esconde e/ou anestesia sua gratidão, felicidade, alegria.

3. Aprendizados em tempos difíceis
Simon Sinek | TED 2021

Este vídeo é de maio de 2021, então não tem tradução para o português ainda, então vou deixar um pouco mais explicito meus principais aprendizados.

Para quem não conhece, Simon Sinek é um dos autores de um dos livros (e de um TED) mais legais que eu já vi. O livro é “Comece pelo Porquê” e o TED não este aqui, é outro que você pode ver neste link.

Neste recente TED, Simon deixou para mim os seguintes aprendizados:

👉 O período de COVID nos causou uma espécie de trauma. Uns foram afetados antes do que os outros, mas de qualquer forma todos nós fomos atingidos direta/indiretamente.
👉 Se você esta precisando de ajuda, mas não sente que tem alguém com que você possa contar, ofereça ajuda para alguém que você acredita que precisa. De maneira não muito lógica, você acaba atraindo a ajuda que você precisa enquanto esta tentando ajudar alguém com um problema parecido.
👉 Apesar de vivermos em um mundo moderno, nós ainda somos um organismo “velho”, que precisa de contato, ajuda e conexão verdadeira. Assim como os nossos antepassados que viviam em cabanas e tribos de menos de 150 pessoas.
👉 Quando você pergunta para alguém: “Como você tá? Você está bem?” e você realmente se importa com a resposta, isto significa que você tem uma característica importante de liderança.
👉 Um exercício para descobrir seu “porquê” durante este período de isolamento é ligar para seus melhores amigos e explorar (a fundo) o que é que faz aquele amigo gostar de você e ser seu amigo. A pergunta é simples, mas é super complexo de responder, porque exige que a pessoa transforme um sentimento em palavras (o que é bastante difícil de fazer).

💡 apesar de eu ter tentado ao máximo transmitir a mensagem, Simon é um tremendo comunicador, então recomendo (se você entende inglês) que assista o vídeo original.

4. A Surpreendente Ciência da Felicidade
Dan Gilbert | TED 2004

Se preferir assistir em HD, veja neste link: https://www.ted.com/talks/dan_gilbert_the_surprising_science_of_happiness

Sempre gostei muito de ler sobre Felicidade. Inclusive, o meu 1º vídeo para o canal do Youtube veio depois de reler anotações sobre um livro sobre o tema.

E este TED mostra baseado em resultados de pesquisas duas conclusões nenhum pouco obvias sobre felicidade:

👉 Se você não tem poder de escolha sobre uma situação, é provável que você se satisfaça e seja feliz com o caminho que você vai seguir.

👉 Ao perguntar para as pessoas se elas preferem ter mais poder de escolha, mais da metade diz que sim. Ou seja, a maior parte das pessoas opta (intuitivamente) seguir por um caminho mais difícil de se sentir satisfeito / feliz.


Você já conhecia o TED?
Tem algum que você adicionaria a esta lista dos talks inspiradores?


Outros posts que podem te interessar:

Como refletir mais me ajudou a ser melhor

O quanto você refletiu nos últimos 30 dias?
O tempo é curto e a lista de coisas para fazer só aumenta. Não duvido que você possa ter respondido a pergunta que te trouxe até aqui com “nada” ou “quase nada”.

Eu já passei vários períodos assim, mas acabei criando o habito de intencionalmente parar para refletir frequentemente por conta da terapia (sim, faço terapia a algum tempo já). Hoje eu consigo dizer que a reflexão me ajudou a:

  • aprender mais (e lembrar mais do que li/assisti);
  • agradecer mais;
  • melhorar minha produtividade;
  • evitar ficar doente;
  • realizar mais.

Ainda sim, é possível que você tenha pensado uma destas duas ‘desculpas’:

"Mas eu não vou fazer terapia"
"Mas eu não tenho tempo para isso."

Apesar de eu achar que todo mundo deveria pelo menos experimentar fazer terapia por alguns meses, não tem problema não querer. Você consegue encontrar o caminho sozinho 🙂

👈 Sobre não ter tempo, sugiro o livro “Make time: how to focus on what matters every day” ou em tradução livre “Crie tempo: como focar no que importa todo dia”.

Ou seja, se você achar que é importante fazer isso, você pode/vai achar tempo para fazer.

Como eu faço

Ao final de cada dia eu tenho duas mini-tarefas que eu me dei:

  1. Classificar aquele dia que esta terminando em uma dentre 5 cores. Cada cor tem um significado e na minha escala, a 1ª cor é roxo e significa que não foi um dia bom e a 5ª cor é azul royal e significa que o dia foi excelente.
  2. Resumir aquele dia em uma frase ou palavra.
Exemplo de alguns dias de 2021: neste print não dá para ver os comentários com o resumo dos dias.

Fiz um modelo para 2022 e vou deixa-lo neste link para você entrar e fazer uma cópia para você. Obs: tem um tutorial de como usar a planilha no final deste post.

Ambas as tarefas parecem simples e um pouco inúteis se você faz 1x só. Então continue. Alguns dias em sequência e você já tem 1 semana completa. Ao longo dos dias, percebi que eu estava prestando mais atenção nas coisas. Prestava mais atenção no que era dito, em como meu corpo estava (se alguma reunião tinha me dado dor de cabeça ou se me sentia irritado com alguma coisa). Também me peguei pensando: “olha, isso vai poder ser meu highlight de hoje, deixa eu anotar para não esquecer”.

Meu compromisso marcado (por mim mesmo e para mim) me deixou mais vigilante e atento e me arrisco a dizer até.. que isso tangencia um conceito de mindfulness.

Passei a ter mais clareza a quais situações me deixavam mais preocupado e causavam insônia, e que outras coisas me deixavam p. da vida. Também percebi o quanto conversar com as pessoas me regenerava. As vezes um dia estressante, cheio de buchas tinha um highlight super positivo por conta de um 1×1 feito com alguém ou por conta de uma conquista.

Imagens do livro: “Mostre seu trabalho” do Austin Kleon

Um dia logo virou uma semana, algumas semanas viraram um mês, alguns meses viraram um semestre. E no check-up deste ano (2021), que atrasou quase 1 ano por causa do COVID, a surpresa de não ter tido mais nenhuma crise de pedra no rim mesmo depois de ter parado com a medicação.

Claramente isso não aconteceu só porque eu coloco algumas palavras / cores em um papel. Isto aconteceu porque hoje eu estou muito mais conectado e consciente em relação ao que eu sinto, faço e falo.

Passei a enxergar mais conexões entre as coisas e isso acabou melhorando muito minha memória, minha vontade de anotar as coisas e consequentemente o que eu lembro e aprendo quando estou fazendo uma aula, lendo um livro ou participando de uma reunião.

Ao longo desta jornada, eu comecei uma nova lista (ou tarefa):

Ao final de cada semana, eu anoto pelo menos uma coisa que eu tenho a agradecer. Eu sei que tem gente que faz lista de 5 coisas por dia, mas aqui eu deixo mais uma dica: adapte as receitas / métodos para algo que te permita ter consistência. Esta semana estou completando 22 semanas seguidas refletindo e escolhendo pelo menos um motivo para agradecer.

Por fim, posso dizer que essa rotina de reflexão me ajudou pessoalmente, mas também profissionalmente. Refletir diariamente, me faz organizar as ideias, pensar na agenda, nas pendencias, nos compromissos.

Claro que esta longe de ser um sistema perfeito, mas hoje eu posso dizer com embasamento (escrito) porque eu acredito que estou melhor do que a 30, 60 ou 90 dias atrás.

Se você baixou a planilha e não conseguiu / entendeu como usa-la, gravei um mini-tutorial com +- 3 minutinhos:

Desmistificando propósito

Sei que este tema é polêmico e extenso, ainda sim, acredito que é um assunto necessário e inevitável.

Emprestando uma frase do livro “Seja egoísta com sua carreira” do Luciano Santos:

Para me aprofundar um pouco mais no tema, fiz um vídeo (um pouco mais longo do que eu esperava) sobre o assunto:

Esta é minha estreia no Youtube nesta jornada de compartilhar um pouco de como eu venho conduzindo minha jornada.

Se você tiver alguma dica, sugestão, crítica ou qualquer outra consideração, por favor faça 🙂

Algumas referências citadas no vídeo
Flow: Mihaly Csikszentmihalyi | https://amzn.to/34b2MtS
O lado dificil das situações dificeis: Ben Horowitz | https://amzn.to/3wtG5x3

Why Work Friends are Worth It: Podcast HBR IdeaCast