O que você faria se não precisasse trabalhar?

Imagina que você é uma daquelas pessoas que comprou aquele bolão da mega-sena da virada e ganhou 50 milhões.

Em uma conta de padeiro rápida, na renda fixa seu prêmio te renderia algo entre 400-450 mil reais todo mês. Dá para pagar as contas, né? 🤣

E aí? O que você faria?

Já pensei tantas vezes nisso e já perguntei tanto isso para as pessoas, que eu quero descer mais um degrau na reflexão:

Considere que:

  • você já viajou o mundo (e já levou quem você queria para onde a pessoa queria),
  • já deu a casa dos seus pais/avós/…,
  • já pagou suas comprinhas (atrasadas e novas)
  • já velejou, saltou de paraquedas, mergulhou, subiu montanha e muito mais
É uma imagem criada por inteligência artificial simbolizando o "jogo da vida". No qual você inicia ao nascer e acaba ao morrer.

Você praticamente zerou seus desejos. Agora você tem que pensar no que você vai fazer na sua segunda-feira normal.

E em uma terça, quarta, quinta, sexta-feira normal? Pegou o espírito da coisa, né?

Mais dificil de dar esta resposta, mas.. essa reflexão é absolutamente poderosa.

Entender o que é um dia normal bom para você, pode te ajudar a criar espaço na sua vida para viver ótimos dias (mesmo sem ter ganhado na mega – afinal.. é improvável que você ganhe🥹).

E reforçando, isso não tem relação nenhuma com ambição, fome de crescimento ou qualquer dedicação para atingir objetivos.

A reflexão é justamente para você não deixar de ser feliz e aproveitar o caminho (quando conseguir), enquanto você persegue seus objetivos maiores.

Inclusive, este post começou a sair dos meus rascunhos depois de ter re-assistido o excelente filme da Pixar Soul (tem no disney+). Se você não viu, pode parar aqui e ir lá ver. E se você já viu, já põem na lista para re-assisitr.

Uma cena do filme SOUL da Pixar: o personagem principal está na fila da "morte".

Além do filme, o ótimo livro, Quietude é a Chave, do Ryan Holiday (que já mencionei em outros posts aqui) também foi importantíssimo para que eu pudesse juntar os pontos soltos na minha cabeça e escrever aqui.

👉 para quem não curte livros deste tipo, o autor do livro fez um resumo curtinho no canal do Youtube dele.

E se ainda sim, você não se interessou pelo Holiday, olha só uma página de outro livro dele (O Diário Estoico) – página 358:

02 de Dezembro: Não Se Importe Comigo, Estou Apenas Morrendo Lentamente
📖 foto + passagem traduzida do livro

Uma foto do livro "o diário estoico" do autor Ryan Holiday. A foto é do dia 2 de dezembro do diario. Esta passagem fala da importância de agirmos como se fosse nosso último ato.

“Permita que cada coisa que você faria, dissesse ou pretendesse ser como aquela de uma pessoa moribunda.”
— Marcus Aurelius, Meditações

(…)

Uma vez que você perceba isso, terá um impacto profundo no que você faz, diz e pensa. Não deixe outro dia passar em ignorância da realidade de que você é uma pessoa moribunda. Todos nós somos. O dia de hoje pode ser aquele em que paramos de fingir o contrário?

Mas afinal, qual é a minha resposta?

Esse é outro post que está nos meus rascunhos e não estava nos planos escrever sobre ele tão cedo, porém.. enquanto eu estava escrevendo sobre o post de hoje, minha irmã mandou uma foto do livro que ela está lendo:

Print de uma conversa de whatsapp entre o autor e a irmã do autor.

Mostrando a convergência de temas sendo pensados em 2 pessoas diferentes, mas no mesmo momento.

Então, já atenado que jaja sai.

Obs: mas já tem uma mensagem subliminar :]

Se você quer atingir objetivos: escreva (no papel)

Pode ser que você nem curta papel e caneta e mal podia esperar terminar a escola / faculdade para nunca mais ser obrigado a fazer anotações no papel.

Mas.. eu acredito que parte do valor que eu consigo trazer para as discussões e para os times dos quais fiz parte, é justamente ajudar a traduzir o complexo ou intangível para algo concreto.

Claro, anotar eletronicamente é melhor do que não anotar nada.

Porém, eu valorizo a liberdade e o risco (de não poder dar CTRL+Z) de fazer anotações no papel. Este processo vai me ajudando a escrever e pensar em sintonia. Além de poder alterar entre escrita, desenhos, fluxos sem precisar ficar me batendo com a usabilidade do(s) aplicativo(s) que já usei (notability, notes, keep, evernote, …)

E só para deixar bem claro: eu uso aplicativos (atualmente estou no Notion). Porém, não abro mão do caderninho e caneta.

Tá, mas.. o post é mais sobre objetivos do que catequizar alguem para usar papel e caneta. E aí, qual a conexão?

Uma pesquisa feita na Universidade da Califórnia em San Diego identificou que as pessoas que registraram seus objetivos (no papel) concluíram em média 73% dos objetivos da lista vs 38% dos que não anotaram.

É quase o dobro de taxa de atingimento.

Por que isso acontece? Ao escrever você precisa traduzir da sua linguagem mental para uma linguagem universal, tipo para português. Ao tornar seus objetivos mais concretos e específicos, naturalmente isso facilita enxergar caminhos práticos para atingi-los. E isso cria um cenário mais favorável para o foco e ação.

Colocar seus objetivos na forma escrita, também gera um compromisso seu com eles. Compromisso incentiva persistência.

Então, se você ainda não anota, experimente!

E para quem está começando, dicas que me ajudaram muito nos últimos 3 anos ao fazer minha lista de objetivos:

  • seja específico,
  • coloque prazos
    (uma data é melhor do que nenhuma data)
  • faça um “plano” para cada objetivo
    (não deixe que a palavra te impeça de fazer.. a 1ª versão do seu plano pode 1-2 coisas que você pode fazer para te ajudar a chegar neste objetivo)
  • E por último, mas não menos importante: revise com frequência 👇

E se você acha que tudo isso é bobagem, deixa eu dar uma carteirada de autoridade (emprestada). Um dos melhores livros que eu já li sobre ser produtivo é o GTD do David Allen.

Um print da amazon do livro "A Arte de Fazer Acontecer" do David Allen.

Ele defende a ideia de que nossa mente não é o melhor lugar para guardar listas e tarefas. Para ele, o cérebro é feito para pensar, não para armazenar. Assim, quando passamos as coisas para o papel, liberamos espaço mental para o que realmente importa.

Ou seja, usar papel e caneta (ou pelo menos tirar da cabeça para algum software) serve não só como ferramenta de organização, mas como aliado para clarear a mente e focar no que é essencial.


Enfrentando a Ansiedade: estratégias práticas

É até estranho escrever este post na sequência de ter escrito o “Que tal não sofrer?” 💥 mas.. eu escrevo sobre o que eu sinto. Então, só posso dizer que este post não foi planejado, mas foi necessário.

Para quem tá chegando agora e não leu (nem lerá) o post anterior, basicamente eu disse que existe uma perspectiva alternativa aos problemas atuais: uma visão mais suave, com menos peso. E eu realmente acredito que isso seja possível para grande parte dos nossos problemas. Eu não explicitei no texto anterior, mas “tirar o peso” dos problemas não é para fingir que eles não existem e sim, ter a cabeça mais “inteira” para poder resolve-los.

Ainda sim, conseguir enxergar essa perspectiva depende de estar equilibrado ou minimamente no controle das nossas emoções.

Então.. o que fazer quando você não se sente no controle?

A verdade é que depende.

Depende da autopercepção descobrir que você ficando mais ansioso, mais nervoso ou mais medroso do que uma faixa “normal”. No meu caso, eu percebo que estou começando a entrar neste estado por um conjunto de sensações: calor, dor no ombro, pensamentos intrusivos.. e o inicio de uma sensação de desespero.

Depois que identifico que estou começando a entrar neste estado, preciso me concentrar para sair dele.

Ferramentas para acalmar a mente

  • Tento racionalizar: “cara, qual o máximo de errado que pode dar?”
  • Faço a respiração 4x4x4 (inspira 4s, segura 4s, expira 4s)
  • Coloco uma das musicas que me trazem concentração
    [cornfield chase 🌽diretamente do filme Interstellar me dá sensação de estar voando dentro da caminha cabeça;
    catch & release 🌊 já essa me dá a sensação de estar boiando no mar dos meus pensamentos e me energizando;
    enfim.. é quase uma playlist regenerativa
    ]
  • Faço algo que me ocupe fisicamente: passear com o cachorro, andar na rua, lavar a louça
  • Tento escrever sobre sobre o que eu estou sentido: motivos, sensações

Algumas destas coisas foram tentativa e erro, algumas aprendi na terapia, outras aprendi usando um app de meditação, outras aprendi vivendo mesmo.

Assim como eu já escrevi que tenho a sensação que fazer terapia já me salvou de ter tido um treco, também acho que o autoconhecimento já evitou e continua evitando que as minhas emoções me dominem e que muitas vezes o estado de estresse me paralise.


Que tal não sofrer? Ou sofrer menos.

Na correria do dia-a-dia não é muito trivial parar para refletir. Afinal existem centenas de tarefas e pensamentos que ocupam nossa mente:

⁃ Aquele boleto que você precisa pagar

⁃ Levar o cachorro para passear

⁃ Aquele email que você precisa escrever

⁃ Seu aniversário que tá chegando

⁃ A visita ao dentista que você tá devendo

⁃ E a lista só cresce…

No “olho do furacão” é difícil colocar as coisas em perspectiva. E que falta faz esse momento de mudança de perspectiva.

Por exemplo:

Cada um de nós é o centro da própria vida, porém em relação ao mundo nós não somos nada.

Essa reflexão aparece na minha cabeça quando o avião decola e você olha para a janela as coisas ficando cada vez menores. Grandes ruas se tornam pequenos riscos no chão, bairros inteiros ficam do tamanho de cartões de crédito e aí o avião atravessa as nuvens e em um piscar de olhos tudo que você vê é um tapete de nuvens estranhamente harmônico.

Neste momento de reflexão, parece que toda aquela importância que eu dou aos meus problemas e conflitos diminuem. É puramente perspectiva. Afinal, naquela “altura” eu não sou nada, meus problemas também não parecem grandes como antes.

Dissecando este sentimento, fico pensando se grande parte das minhas preocupações, medos e ansiedades.. não são na verdade uma falta deste exercício de humildade.

Humildade no sentido de perceber que meu “graaande” problema do momento não é tão grande assim perante ao mundo.

Além desta perspectiva em relação ao mundo, também existe uma perspectiva perante o tempo. A melhor ilustração disso para mim é essa arte da Liz-and-Mollie:

Tenho tentado usar esta reflexão para ser mais leve, mais agradecido.

E com este sentimento, poder usar MAIS o protagonismo da minha vida para cumprir com as minhas obrigações e perseguir minhas paixões ao invés de perder energia me preocupando ou sofrendo.

—

Um pensamento para um outro post:

“Por que precisamos, geralmente, ir para longe para olhar mais profundamente para dentro?”

👆 concorda?

A paz do trabalho bem feito

Existem poucas coisas na vida que vão te dar o bem estar e a tranquilidade que ter a consciência que você fez o máximo que você pode.

Claro, acho que o professor e filósofo Mário Sergio Cortella foi muito feliz nesta colocação:

“Tá fazendo o possível ou o melhor? Não é o melhor do mundo. É o TEU melhor, na condição que você tem, enquanto não tem condições melhores para fazer melhor ainda.”

Em um mundo ansioso cheio de comparações (Instagram, LinkedIn, Facebook, Twitter, …) o “teu melhor” é talvez a parte mais importante desta reflexão.

É fácil se auto-sabotar ao avaliar o quanto você esta entregando e se isso é “o seu melhor”. Este é um dos motivos que me faz anotar as coisas no papel.

Na maior parte das vezes, eu acho que as coisas estão super claras na minha cabeça.. e ao colocar no papel, percebo que.. muitas vezes não está tão claro assim. (dica extra: esta falta de clareza é absurdamente maior pra mim quando o assunto é sentimento: raiva, frustração, medo, orgulho e etc | então acho que faz uma diferença absurda botar as coisas no papel [e se puder, fazer terapia])

Enquanto eu escrevia este post (que está 1.5 semanas atrasado), tive a felicidade de “tropeçar” em um podcast muito bom sobre este tema.

Inclusive, eu estava um pouco chateado sobre ter atrasado para postar este post.

Mas talvez.. o atraso proveniente de uma agenda um tanto quanto cheia e algumas doses de procrastinação tenham sido um feliz acaso (obrigado universo) para que eu pudesse encontrar essa boa história aí.

O podcast conta uma sequência de histórias reais de pessoas que fizeram o que achavam que tinham que fazer. E a riqueza do episódio é justamente o efeito borboleta positivo que esta ações tiveram na vida das pessoas.

Acho que “a paz do trabalho bem feito” é também a paz de sentir que você está sendo fiel ao que você é (ou ao que você se propõem a ser).

Para que você possa colocar a cabeça no travesseiro a noite e pensar: “Pô, acho que se eu vivesse o dia de hoje de novo.. faria exatamente as mesmas coisas que fiz.“


Por que estamos tão ansiosos?

Na última semana eu fiz uma pesquisa no meu instagram sobre as possíveis causas da crescente ansiedade que estamos sentindo e vendo as outras pessoas sentirem.

Essas foram as respostas ☝️

As respostas giraram em torno da tecnologia (redes sociais, smartphones, hiper conectividade) e também dos excessos (informação, noticias, expectativas, medos, comparações).

E isso tudo me lembrou um excelente TED de 2004 do Dan Gilbert:

No TED o professor Gilbert explica um experimento feito sobre “felicidade” e o poder da escolha. E neste experimento a conclusão é que ter escolha pode gerar menos felicidade. (o estudo é mais completo e profundo do que isso, estou simplificando para conectar os pontos)

E aí eu estava usando o Midjourney (IA que cria imagens a partir de texto) e usei a expressão: “ansiedade” e a expressão “abundância de opções” para gerar imagens. E a IA retornou a imagem de capa deste post.

Fiquei abismado com a semelhança entre as imagens geradas de pessoas ansiosas e de pessoas com abundância de opções.

Eu me lembro que passava as aventuras de TimTim, DragonBall Z, Castelo Ratimbum e vários outros 1x ao dia sem flexibilidade. Ou você se programava para assistir aquele horario ou já era.

Também lembro que ir ao médico ou dentista era a experiência de folear as revistas disponíveis, mesmo que fossem de temas absolutamente aleatórios.

Ou seja, naquele momento tinha aquele conteúdo e ponto final. Sua escolha era: ler / ver ou não ver. Hoje você pode escolher ler, ouvir ou assistir a qualquer coisa em qualquer momento, em qualquer língua.

Em 5 minutos a gente já decide consciente ou inconsciente um monte de coisas. E talvez a porta da ansiedade é que ao “ter escolhido algo” estamos escolhendo abrir mão de centenas de milhares de outras coisas. O tempo todo, todo dia 🔔

Calma.

A tecnologia é uma ferramenta. A gente tá se adaptando a nova realidade.

Vou propor algumas maneiras de conscientemente ter um pouquinho mais de poder / controle sobre a ferramenta.

Bele? Bora.

Seu smartphone consegue te mostrar quanto tempo você gasta diaria/semanalmente em cada app. E confia em mim, se você nunca olhou.. se segura na cadeira.. porque é chocante.

Para ver esta tela aqui, varia um pouquinho de acordo com cada celular (marca e sistema operacional).

Para saber como fazer exatamente no seu, pergunta pro ChatGPT usando este comandinho aqui:

“Fala chat, meu celular é um [Marca: samsung, iphone, motorola, …] com [sistema operacional tal: ios xx, android xx]. Me dê o passo a passo para encontrar o tempo que eu gasto em cada app que tenho instalado.“

Saber quantas horas você gasta por dia ou por semana em cada app pode te ajudar a entender ONDE você geralmente está quando acessa este app ou até O QUE você está fazendo.

E alguns aparelhos também permitem que você coloque uma meta ou até um limite de uso diário para cada aplicativo. E praticamente todos permitem que você remova as notificações 🏆

E para fechar, o mais importante de tudo.

James Clear, autor do Hábitos Atômicos diz que nossos cérebros são muito bons em economizar energia. Logo, a gente vai sempre fazer o que é mais fácil.

Então você pode preparar seu ambiente para que seja mais fácil fazer algo saudável do que se entregar ao hábito não saudável.

Por exemplo, vamos supor que você passa 1h por dia no TikTok ou Insta deitado na cama antes de dormir. E se você deixar o carregador do celular pra fora do quarto, te forçando a deixar ele carregando lá fora e ter que fazer outra coisa no quarto?

Eu particularmente não acredito muito em soluções radicais (apaga tudo, nunca mais acessa.. e tal). Acho que a tecnologia tá aí e o mundo vai usa-la.

Meu ponto é: pequenas mudanças conscientes. Acho que isso pode nos ajudar demais a aliviar essa panela de pressão na nossa cabeça :]


Seja você: lições de vida (e liderança) da série Ted Lasso

Em algum momento em 2022, recebi a recomendação (obrigado Alinne! 👊) de assistir a série Ted Lasso no Streaming da Apple.

E quem me conhece sabe que eu não assisto séries por.. ser meio compulsivo. Não consigo ficar em paz e dormir com a dúvida do que vai acontecer no próximo episódio. Até por isso que eu só assisti Game of Thrones quando já estava na penultima temporada.

A capa da série TED LASSO da Apple TV. Nesta capa aparece o sub-título: "Vencedora de 11 prêmios Emmy, incluindo vitórias consectuvias de Melhor série de Comédia (21 e 22)."

Mas em 2023, por livre e espontânea pressão da minha esposa, começamos a assistir juntos.

O gênero da série é comédia.

Mas a verdade é que se você realmente estiver atento, vai ver que a série retrata de um jeito leve, vários desafios e problemas da vida adulta.

No final do dia, o tema “Futebol” é totalmente coadjuvante no que a série propõem.

É como se fosse usado com plano de fundo para o tema central: ser você mesmo.

O personagem principal da série é um treinador de futebol americano que se muda para a Inglaterra (motivado por motivos pessoais) para ser treinador de um pequeno clube de futebol (que está passando por uma restruturação).

Ted, o treinador e um dos protagonistas, é autêntico da cabeça aos pés.

E ele reforça isso mesmo sendo julgado constantemente. Independente se é no jeito de se vestir, na maneira de levar a vida, de como interage com cada um ou até com suas manias não convencionais, Ted Lasso mantém seu jeito de ser.

Como líder, Ted busca enxergar as fortalezas de cada uma das pessoas do seu time. Reconhecendo que cada um é diferente e que cada um tem um papel importante para desempenhar.

E além disso, ele se importa genuinamente com as pessoas que ele lidera. Não tendo o receio de emoções ou vulnerabilidade (alô Brene Brown 🧵).

Essa combinação facilita um dos papeis fundamentais da liderança, a influência. Como líder, Ted busca inspirar cada parte do seu time a fazer o que precisa ser feito para atingir o resultado.

Por último e não menos importante, resultado. Ted Lasso busca um resultado de longo prazo. Assimilando toda a disciplina do dia a dia, a paciência e dedicação necessária para construir um time coeso que seja capaz de atingir o objetivo de longo prazo.

E esta última parte, a série demonstra com maestria que.. nosso papel é fazer o máximo que podemos (fazer o que é certo), mas que ainda sim.. podemos e vamos perder. E que a derrota não invalida tudo que fizemos, ela pavimenta o sucesso futuro.

No título eu mencionei lições de vida e de liderança e até agora eu praticamente só falei de liderança. Então, fecho esse post com uma pergunta:

Não seria você o líder da sua própria vida?


Também descobri no LinkedIn que a criação da série também é super interessante. Uma história de persistências, acaso e criatividade.

Se quiser ler sobre, tem esse ótimo artigo do Dimitri Vieira 👇

Investindo em você: aprenda, aprenda, aprenda

Existe um jargão que diz que o único “gasto” que te enriquece é viajar. E é praticamente inegável que viajar realmente nos enriquece (e de várias maneiras), mas a intenção deste post é falar sobre outra coisa que nos enriquece muito:

Um site que permite que você faça posters no estilo Scrabble e imprima em casa: thepuzzleposter.com

Aprender.

E para aprender, você não precisa necessariamente gastar. Será necessário “apenas” investir seu tempo nisso.

Além disso, podemos dizer que vivemos em uma era que você pode aprender praticamente qualquer coisa: de uma nova língua, a tocar um instrumento, a fazer tapetes personalizados ou até entender a teoria da relatividade.

Tudo isso esta mais disponível do que nunca.

Mas.. será que não é um desperdício de tempo aprender algo que posso não usar na prática?

Se você pensou nisso, você pode ter sentido o medo de perder tempo aprendendo algo que você não vai usar.

Fica tranquilo(a). A ciência tá do seu lado. Quanto mais você aprende, mais fácil e mais eficiente vai ser para aprender novas coisas.

Existem vários aspectos que influenciam nisso, mas vou abordar os dois que eu considero como principais:

  1. Confiança 🔵
  2. Área de contato (do seu conhecimento) 🟢

🔵O primeiro tópico é fácil de explicar. Sabe aquela sensaçãozinha boa que dá quando você sente que conseguiu fazer algo? Quando você calcula algo de cabeça e fica surpreso por ter a resposta quase intuitivamente.. ou quando você resolve improvisar cozinhando o jantar e fica surpreendentemente bom?

Esta sensação é como uma pílula de confiança. A medida que você aprende mais, maior a chance de experimenta-las. Isso faz com que você se sinta mais à vontade para aprender coisas novas e mais difíceis.

🟢A segunda parte precisa de um pouco mais de atenção. A medida que você aprende algo, este aprendizado gera conexões entre o que você já sabia e com o que você está aprendendo.

Estas conexões não são aleatórias. Você não vai relacionar assuntos que não tem similaridade ou correlação nenhuma. Então a medida que você aprende novas coisas, você aumenta a chance de um aprendizado futuro se relacionar com o conhecimento que você já tem. E isso acaba facilitando novos aprendizados.

Na minha cabeça, eu imagino que o conhecimento que você tem é uma superfície com cola. E quando você tenta aprender algo, você está jogando esta “coisa” na superfície. Se colar, você aprendeu. E quanto mais superfície, mais fácil de colar.


Acredito que existam duas razões principais para confirmar que a medida que você aprende mais, mais fácil fica de aprender novas coisas. A primeira é a “transferência de conhecimento”.

E eu vejo que existem as transferências mais “óbvias” e as transferências mais invisíveis. Uma transferência óbvia pode ser vista em vários jogadores notórios de futebol. Jogadores como Ronaldinho, Pelé, Neymar dedicaram vários anos jogando futebol de salão. E depois transferiram o conhecimento e aprendizado de jogar com a bola menor, menos jogadores, campo menor e com um dinamismo muito maior para o campo de grama. Obtendo várias vantagens diante dos seus adversários.

Já as transferências “invisíveis” geralmente acontecem entre campos distintos do conhecimento. Acontecem quando você entende muito de algo e acaba intuitivamente usando um conceito desta área de conhecimento em outra área.

Por exemplo, imagina que você cozinha super bem e estuda culinária. Entende o bastante para fazer até o “Mise en Place” ao cozinhar.

Depois de tanto fazer esta organização, você já assimilou que para resolver um “problema” com várias etapas, existe um trabalho prévio de separação, organização, segmentação.

E como isso já faz parte do seu “pensar”, você faz uma espécie de mise en place adaptado quando vai resolver outros problemas complexos, como por exemplo aprender algo complexo.

“Ah, eu quero aprender Data-Science!”

Então sua cabeça já começa a fazer um mapa com várias caixinhas 👇

Um diagrama sobre Aprender Data-Science. A partir da palavra data-science, tem um apontamento para 4 caixinhas:
1. Motivos para aprender este tema
2. Quais são as fontes que eu conheço
3. Construindo meu plano para aprender
4. Realização: o que eu vou realizar com este novo conhecimento

Este é só um exemplo de uma transferência positiva menos obvia.

E com isto, imagino que a sementinha de querer aprender algo novo tenha sido plantada. É um tema que me fascina muito e que tem relação com meu propósito.


Os modelos de inteligência artificial são grandes aliados e catalisadores de aprendizado. Você usa tecnologias como BingAI, ChatGPT o outro no seu dia-a-dia?

Avaliação: 1 de 5.

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A terapia me salvou

Acho que o verdadeiro título é na verdade: a terapia me deu ferramentas para que eu pudesse me salvar.

Eu tive dúvidas se eu deveria ou não escrever este post. E duas coisas pesaram para que este post se materializasse:

  1. Escutei o episódio #135 do Autoconsciente “Bateu uma crise” | e me senti acolhido. E isso me deu um empurrão para falar sobre “isso”.
  2. Eu me considero uma pessoa que reflete bastante, me sinto grato pela minha vida, me sinto bem sucedido, me sinto abençoado. Ainda sim, tenho bastante ansiedade. Tenho escutado com mais frequência pessoas jovens e sofrendo de ansiedade.

No 2º trimestre de 2023 eu tive uma crise de ansiedade.

Nos 10 dias que antecederam aquela “noite”, eu que sempre tive muita facilidade para dormir, vinha tendo episódios de insônia ou noites que eu acordava entre 3-4 da manhã e só conseguia voltar a pegar no sono 1-2h depois.

Apesar disso, não considerei isso como alerta. Segui a vida normal, tentando dar conta de tudo que eu tenho para dar conta.

Até que em uma quarta-feira, terminei o último compromisso do dia e tive uma sensação de aperto no peito. Foi estranho. Apesar de estar preocupado com várias coisas, aquela sensação era mais intensa do que sensações normais. Era como se aquele nó na garganta me desse vontade de chorar, de transbordar.

Bom, lavei o rosto e tentei não pensar naquele bolo de sentimentos. Afinal, era final da tarde e quem tem criança com menos de 1 ano sabe que a rotina da bebe é a prioridade.

Brinquei um pouquinho com a minha filha, dei banho nela e fui faze-la dormir como de costume. E no meu caso, fazer a bebe dormir é quase uma meditação:

Uma foto de um conjunto de 6 quadros. Cada um com a cabeça de um cachorro ligado ao autor. São peças autoriais produzidas por Juliana Dabague.

Pego ela no colo, a gente dá tchau para várias coisas do quarto dela: tchau para o quadrinho de cachorro, tchau para o simba, fazemos a oração do santo anjo, ela aponta pra caminha dela, pede a chupeta, eu ligo o ruído branco, diminuo a luz, deito ela no berço.. e aí ela começa aquela canção de bebe que tá tentando dormir e que não quer se entregar tão fácil.

Quarto escuro, silêncio contínuo anunciando que ela tinha dormido.. e enquanto isso meus pensamentos a mil por hora parecendo aquele globo da morte com motos que existiam nos circos (se você não conhece, você é jovem demais haha).

Eram mais ou menos 8 da noite e eu já coloquei pijama e fui deitar. Me sentia exausto. E.. dormi.

1 hora da manhã acordei. Coração acelerado (sentia o coração bater no pescoço) e os pensamentos se digladiando dentro da cabeça. Fiquei um tempo ali tentando controlar a respiração e acalmar a cabeça.. mas nada resolvia. Eu estava começando a transpirar.. aquele momento que antecede o desespero.

E aí.. eu levantei.

Entendi que deitado ali, eu não estava em controle do que eu estava pensando ou sentindo. E que aquela luta ali eu não ia ganhar.

Decidi fazer outras coisas: assisti os gols da semana, li uns trechos de livro, joguei videogame.. enfim, fiz coisas que tiraram a minha atenção daquela sensação.

Por volta das 3 e pouco da manhã, eu já estava mais tranquilo e decidi tentar voltar a dormir. E apesar de não estar mais sentindo aquele turbilhão sentimentos e sensações, não consegui pegar no sono.

Já eram quase 4h da manhã, decidi levantar de vez. Agendei uma aula de spinning logo pro primeiro horário, tomei café da manhã e fui pra lá suar e gastar o cortisol que provavelmente ainda estava no sangue.

Por sorte ou mero acaso, quinta-feira cedo eu já tinha previamente agendado sessão de terapia.

Contei do acontecido e já peguei papel e caneta e fui mapeando os o quê’s e porquês de tudo aquilo. Este exercicio é um dos mais valiosos para mim.

Depois de 3 anos fazendo este exercício de destilar sentimentos complexos na terapia, foi como se a minha “consciência” tivesse me chutado para fora da cama. E acho que aquilo foi determinante para não ter sido “dominado” e ter tido um piripaque.

E claro.. ter passado por este susto me deu uma nova chance. Buscar enxergar a vida de outra forma e atuar na(s) causa(s) que me fizeram viver este turbilhão.

[Guia] Como usar o ChatGPT | a forma de IA que está em alta

Fazendo uma pequena pausa nas nossas reflexões habituais, vou trazer um guia passo-a-passo sobre como usar a inteligência artificial que vem dominando o feed do seu tiktok, twitter, spotify, entre outros..

O ChatGPT é um modelo de linguagem que pode responder perguntas, escrever textos, resumir artigos e livros, traduzir para dezenas de idiomas e até criar sugestões para variados temas.

Bom, vamos lá. Para usar o ChatGPT você não precisa instalar nada.

Basta acessar o site openai.com e ir na opção: Sign-up (inscrever)

Você vai precisar criar uma conta para acessar ao ChatGPT.

Minha sugestão é se inscrever com um e-mail ao invés de se conectar com Google, Microsoft ou Apple.

Isso é puramente minha opinião 🙂

Depois de colocar o e-mail, você criará uma senha e também receberá um e-mail de confirmação.

Só depois destes passos você poderá avançar para usar a solução.

Depois de clicar no link de confirmação no seu e-mail, você vai só terminar de cadastrar seu perfil (nome, sobrenome, data de nascimento):

E recentemente eles também incluíram a validação via SMS. Depois disso tudo validado, você vai ver esta página:

E aí, basta selecionar a primeira opção “ChatGPT” (interaja com nosso modelo de linguagem carro chefe em uma interface de conversa).

A próxima tela já é o ambiente que você vai usar para interagir com a IA.

Tá, mas.. e aí?

Qual a diferença do google para este tal ChatGPT?
Bora ver na prática:

Google

O que eu digitei:
Resumo do livro poder do hábito

ChatGPT

O que eu digitei:
Me dê os principais aprendizados do livro O Poder do Hábito.

Apesar de ter feito a comparação com o mesmo pedido, o ChatGPT atinge melhores resultados quando usado como um estagiário do que quando usado como um buscador.

Por quê?

A versão atual do ChatGPT não é conectada na internet. Então se você fizer buscas sobre fatos, como por exemplo: “Quem ganhou a última copa do mundo? Quem ganhou as eleições na Turquia? Quem já está nas finais da NBA neste ano?”. O ChatGPT não vai conseguir te ajudar.

Mas o ChatGPT consegue fazer algo que nenhum buscador consegue fazer: o modelo recebe as informações que você dá para ele e as considera para montar sua resposta.

Então imagine que você vai fazer uma viagem para Portugal para um evento de 2 dias e vai esticar a estadia por mais 8 dias, mas não tem ideia do que fazer. Você pode fazer a seguinte pergunta:

Chat, eu vou ficar 8 dias em Portugal. Inicio a minha viagem na cidade de Lisboa. Minha ideia é gastar no máximo 120 euros por dia além da estadia. Faça uma sugestão de roteiro.

Resposta:

“Com base no seu orçamento diário de 120 euros, vou sugerir um roteiro de 8 dias em Portugal, começando em Lisboa. Lembre-se de que os preços podem variar, por isso é sempre bom verificar os custos atuais durante a sua viagem. Aqui está uma possível sugestão de roteiro:

Dia 1: Lisboa

  • Dedique o seu primeiro dia para explorar a capital de Portugal. Visite o bairro de Alfama, o Castelo de São Jorge e a Baixa Pombalina. Aproveite para provar os famosos pastéis de Belém e explorar o animado bairro do Bairro Alto à noite.

Dia 2: Sintra

  • Faça um passeio de um dia para Sintra, uma cidade encantadora repleta de palácios e paisagens deslumbrantes. Visite o Palácio Nacional da Pena, o Castelo dos Mouros e explore os belos jardins do Palácio de Monserrate.

Dia 3: Cascais e Estoril

  • Pegue um trem de Lisboa para Cascais e passe o dia aproveitando as praias e a atmosfera relaxante dessas cidades costeiras. Explore o centro histórico de Cascais, caminhe pela orla marítima e visite o Cassino Estoril.

Dia 4: Porto

  • Viaje de Lisboa para o Porto de trem ou avião. Passe o dia explorando a segunda maior cidade de Portugal. Visite a Ribeira, a Torre dos Clérigos, a Livraria Lello e prove o famoso vinho do Porto em uma das caves de vinho ao longo do Rio Douro.

Dia 5: Douro Valley

  • Faça um passeio de um dia ao Vale do Douro, uma das regiões vinícolas mais belas do mundo. Desfrute de paisagens deslumbrantes, visite vinícolas e prove vinhos deliciosos. Você pode reservar um passeio de barco pelo rio ou optar por explorar a região de carro.

Dia 6: Coimbra

  • Viaje para Coimbra, uma cidade histórica conhecida por sua universidade centenária. Visite a Universidade de Coimbra, a Biblioteca Joanina e a Sé Velha. Explore as pitorescas ruas medievais e desfrute da atmosfera acadêmica única.

Dia 7: Évora

  • Dirija-se a Évora, uma cidade medieval bem preservada que é Patrimônio Mundial da UNESCO. Visite o Templo Romano, a Catedral de Évora e a Capela dos Ossos. Desfrute da gastronomia local e experimente pratos tradicionais do Alentejo.

Dia 8: Regresso a Lisboa

  • Retorne a Lisboa e aproveite seu último dia na cidade para explorar qualquer atração que você tenha perdido anteriormente ou fazer compras nos mercados e lojas locais. Desfrute de uma última refeição tradicional portuguesa antes de se despedir de Portugal.

Lembre-se de que os custos de transporte, refeições e atrações podem variar. É sempre bom reservar um valor extra para imprevistos ou atividades adicionais. Aproveite a sua viagem a Portugal!“

Legal, né? Mas isso é só a pontinha do Iceberg.

Imagina que o ChatGPT foi treinado com 175 bilhões de parâmetros. Ou seja, milhões de livros, paginas da internet, dicionários, jornais e muito mais. Então você pode (e deve) usar bastante desta tecnologia.

Mas.. lembra que eu chamei “ele” de estagiário? Foi de propósito.

Na própria página que você faz as perguntas/solicitações, existe um aviso chamado de “limitações”. São 3:

  1. Pode ocasionalmente gerar informações incorretas
  2. Pode ocasionalmente produzir instruções danosas ou enviesadas
  3. Conhecimento de mundo limitado até setembro de 2021

Isto significa que o ChatGPT pode ser um baita recurso para seu dia-a-dia. Entretanto, é sua responsabilidade validar as informações e usa-las com bom senso.

Você já usa? Viu algum exemplo legal no Twitter, TikTok, Insta? Compartilha comigo!